Lúcio Horta
A empresa Tâmara, de Maringá, protocolou ontem de manhã na Procuradoria-Geral de Londrina a defesa contra a rescisão do contrato com a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA). A notificação foi feita entre os dias 26 e 27 de maio e a empresa teria cinco dias úteis para se manifestar. O motivo da rescisão alegado pela AMA seria a quebra de contrato por parte da Tâmara, que teria subempreitado o serviço de capina na cidade.
A defesa agora será analisada pela Procuradoria-Geral do Município. O procurador Édison Vianna informou, através da assessoria de imprensa, que somente hoje iria anunciar quais providências vão ser tomadas em relação à Tâmara. Ele não quis revelar as alegações da empresa nem adiantar os passos que serão tomados a partir de agora.
A presidente da AMA, Sandra Graça, informou que, enquanto o contrato com a Tâmara não é rompido, os serviços de roçagem continuam sendo realizados pela empresa. O pagamento dos serviços, no entanto, deixaram de ser repassados para a empresa desde março. ‘‘O serviço não parou’’, garantiu. Segundo ela, o valor que deixou de ser remetido à Tâmara, entre março e abril, gira em torno de R$ 100 mil.
Ontem de manhã, a Folha tentou falar com a direção da Tâmara em Maringá. A secretária da empresa disse que o diretor José Luiz, que poderia falar sobre o assunto, havia viajado.
O Ministério Público também está investigando o contrato da AMA com a Tâmara. Além de subempreita, também há suspeitas de superfaturamento. O promotor Bruno Galatti, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, disse ontem que aguarda para essa semana o restante da documentação bancária que está servindo como base para o rastreamento de cheques emitidos pela AMA em favor da Tâmara. Até agora, a promotoria já recebeu seis cheques do Banestado, que somam R$ 597,8 mil.
Galatti informou que o rastreamento servirá para saber se os cheques realmente foram depositados na conta da Tâmara ou tiveram outro destino. Ele não quis adiantar se foram ou não encontradas irregularidades nos cheques que já foram analisados pelo Ministério Público.

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