Tamandaré faz mutirão contra dengue
Tamandaré faz mutirão contra dengue
Município da Região Metropolitana de Curitiba quer evitar
proliferação do Aedes aegypti e inicia campanha em borracharias
O mosquito está
se adaptando a
temperaturas mais
baixas
Jorge Eduardo
Arquivo FolhaRiscoO Aedes aegypti pode contaminar o inofensivo mosquito Aedes almopictus, bastante comum na regiãoCom a ocorrência de 2 mil casos suspeitos este ano no Paraná, dos quais 504 confirmados por exames de laboratório e 90% destes em Foz do Iguaçu, a dengue já preocupa as autoridades sanitárias da Região Metropolitana de Curitiba, a 650 quilômetros de distância. O município de Almirante Tamandaré sai na frente e inicia hoje um mutirão de prevenção à doença, a começar por um rastreamento nas 80 borracharias da cidade.
Segundo o secretário da Saúde de Almirante Tamandaré, Nizan Pereira, por ter tráfego intenso de caminhões que percorrem a Rodovia dos Minérios e o Contorno Norte, a cidade corre um risco potencial de receber o Aedes aegypti, transmissor da doença, viajando de carona. Os borracheiros serão instruídos a esgotar a água de pneus e, ao final do trabalho, secar os tanques de água em que examinam pneus furados. Numa primeira etapa do trabalho, as borracharias serão instruídas a proceder assim todos os dias, e, em caso de relutância, serão notificadas. Quando for o caso, poderão receber auto de infração.
Nizan Pereira disse ontem haver mais um motivo de preocupação. O mosquito Aedes almopictus, bastante comum na região e, por enquanto, inofensivo, pode ser, de alguma forma, contaminado pelo Aedes aegypti e passar a servir de vetor da dengue. A possibilidade é remota, mas está sendo considerada, daí a preocupação principal com as borracharias.
Medidas como essas e a conscientização da população, segundo Nizan Pereira, podem evitar que a Região Metropolitana de Curitiba seja foco de uma epidemia - ou surto epidêmico, em linguagem técnica -, a exemplo do que ocorre em Foz do Iguaçu. Mesmo a chegada do inverno, alertou o secretário da saúde de Almirante Tamandaré, não elimina o risco da dengue. Há provas de que o mosquito está se adaptando a temperaturas mais baixas e, além disso, seus ovos resistem até 400 dias, explicou. Quando chegar a primavera, o mosquito poderá estar de volta.





