Cidade Gaúcha - Lidar com a extração das cores das plantas não é trabalho fácil. Segundo as artesãs, nem sempre a cor esperada é a que elas conseguem extrair. De acordo com as associadas, a planta age de acordo com o humor da pessoa e até mesmo de acordo com o clima do dia.
Silvanete da Silva, 28 anos, está na Arteciga há quatro anos e hoje se considera uma "especialista" em cores. "A gente vai aprendendo e hoje em dia toda planta que eu olho, fico pensando se dá pra tirar alguma cor legal", comenta a artesã. Segundo ela, às vezes o trabalho dura 20 dias até alcançar a tonalidade desejada.
Atualmente, o grupo já consegue extrair cerca de 50 tonalidades de cores de diversas plantas simples, encontradas em jardins ou até mesmo terrenos baldios. Segundo a presidente da Arteciga, só da anileira é possível extrair 11 tons. Cleide diz também que há um projeto de atingir cada vez mais comunidades com treinamentos sobre como tingir utilizando o corante natural e uma das metas é levar esse trabalho também à vila rural.
O resultado de tanto esforço resultou no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, edição 2007, na categoria de negócios coletivos, além de ser vencedora também da região sul do País. "O trabalho é meio lento, por isso às vezes é um pouco difícil convencer as pessoas a continuar. Elas chegam aqui achando que já vão ganhar bastante, mas não é bem assim, porque varia conforme a produção, conforme a dedicação de cada uma. É preciso muito esforço", finaliza.(F.B.)

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