Na clínica de Fisioterapia da Unopar, os alunos trajados de quimono aguardam o início da aula de tai chi chuan. Ao chegar, o professor de Educação Física, com formação em lutas marciais, senta em uma cadeira de rodas. ''Assim, eles acompanham os movimentos corretamente e eu consigo compreender melhor a execução de cada exercício estando sentado'', explica Mário Molari, que coordena o projeto de Tai Chi Chuan para Cadeirantes, há sete anos na Unopar, em parceria com a professora de Fisioterapia Viviane Souza Pinho Costa.
A aula começa com alongamento, seguido de um aquecimento com movimentos básicos de artes marciais. Na sequência, o professor vai explicando cada movimento do tai chi chuan, reforçando a importância de se respirar e expirar corretamente.
''Na aula, trabalhamos o controle corporal através de exercícios que estimulam as habilidades neuromotoras e articulares, além do equilíbrio, concentração, flexibilidade e força'', explica.
A proposta foi muito atrativa para Edson Cirino Carneiro, de 43 anos. Ele, que teve que aprender a viver em uma cadeira de rodas há 12 anos, comemora os resultados. ''Não sabia que um cadeirante podia praticar. Com as aulas, melhorei a autoestima, consigo me posicionar melhor na cadeira porque adquiri mais força nos membros superiores e também passei a ter um controle maior sobre o tronco'', comenta.
Para Jorge Tetsuo Kobayashi, 43, participar do projeto devolveu a autoconfiança. ''Passei a acreditar mais em mim mesmo. Outro ponto importante é a interação com outras pessoas que passam pela mesma experiência'', diz.
A professora Viviane Souza Pinho Costa explica que o projeto também tem esse objetivo social. ''Eles conseguem olhar o outro e assim se motivarem a aprimorar ainda mais suas habilidades. Eles passam a compreender que têm potencial para praticar diferentes atividades'', ressalta.
O tai chi chuan é a primeira arte marcial surgida na China. Era adotado como prática médica para trabalhar a concentração e a respiração e começou a ser usado por samurais antes das lutas.
Serviço:
Podem participar homens e mulheres cadeirantes, de qualquer idade. Informações pelo fone: (43) 3371-7816

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