Tai Chi Chuan na Praça da Imigração
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sábado, 05 de julho de 2008
Micaela Orikasa<BR>Reportagem Local 
Quem passou ontem de manhã pela Praça Tomi Nakagawa, inaugurada há duas semanas no centro de Londrina, foi surpreendido por uma belíssima cena. Cerca de 70 jovens e idosos acordaram cedinho para praticarem de uma aula inaugural de Tai Chi Chuan, a arte milenar chinesa.
Com exercícios que remetem movimentos de animais e atividades cotidianas, os praticantes aprenderam a respirar corretamente e canalizar boas energias. ''É uma ótima maneira de começar o dia, pois além de sentir muita energia positiva, faz bem para a alma. É uma atividade que aconselho qualquer pessoa a praticar, pois são movimentos que não exigem muito esforço, apenas concentração'', explica Gisele Verissímo de Oliveira, 26 anos, praticante há seis meses.
Esse mesmo entusiasmo que contagia Gisele, também anima o casal Setsuyo, 69, e Seiki Yano, 76. Emocionados por usufruir o espaço dedicado à mãe de Setsuyo, a imigrante Tomi Nakagawa, o casal também aprovou a atividade. ''É uma honra poder praticar o Tai Chi Chuan em um lugar tão bonito que foi feito não só para homenagear minha mãe, mas toda a cidade. Depois da aula, me sinto mais leve'', comentou Setsuyo.
Orientados pelos professores Maico e Érica, vindos de Taiwan, os alunos também foram auxiliados por mais três instrutores, que explicavam detalhadamente cada movimento. Entre eles, Yukio Fukuda, 68, que mostrava uma habilidade perfeita em cada exercício.
Praticante há dois anos, quando surgiu o grupo, Fukuda conta que sua vida melhorou 100%. ''O corpo inteiro responde aos benefícios do Tai Chi'', justifica ele, que aprendeu tudo sobre a arte com o casal de professores.
''Como o espaço da casa deles era muito pequeno, eles começaram a praticar o Tai Chi nas margens do Lago Igapó. Com o tempo, as pessoas foram se reunindo e imitando os movimentos dos professores. Hoje, eles são acompanhados por mais de cem alunos'', explica Fukuda, que também auxilia o casal na hora de se comunicar com os alunos, pois eles não falam português.
Com o sucesso da primeira aula, Fukuda diz que irá organizar uma equipe para promover aulas, pelo menos três vezes por semana, na Praça da Imigração. ''As pessoas vão poder praticar o Tai Chi antes de trabalhar. Assim, eles garantem um dia mais saudável, positivo e também aproveitam o espaço que foi construído para toda a comunidade, evitando que ela se torne abrigo de
mendigos e vândalos. Temos que cuidar do que é nosso'', comenta.
Serviço:
As aulas de Tai Chi Chuan na Praça da Imigração ainda não têm programação confirmada. No Lago Igapó 1, elas acontecem de segunda à sexta-feira, às 7h.


