TAC prevê reconstrução de pontes no lago Igapó
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
Simoni Saris<br>Reportagem Local 

Em cumprimento a um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com a prefeitura, uma empresa londrinense irá reconstruir duas pontes do lago Igapó (região central de Londrina) e providenciar a manutenção de outras quatro estruturas que necessitam de reparos. As obras começaram nesta segunda-feira (21) e o prazo previsto para a conclusão é de cerca de seis meses. Pelo acordo, a empresa terá de reconstruir as pontes no aterro dos lagos Igapó 2 e 4, e providenciar os reparos de outras quatro pontes no entorno do lago 2: uma na avenida Higienópolis, uma perto do Colégio Universitário e as outras duas próximas à rotatória das avenidas Ayrton Senna da Silva e Maringá. O trabalho começou pela ponte localizada perto do colégio.
A execução do projeto será custeada pela empresa (PH7 Participações e Investimentos Ltda), mas o engenheiro responsável, Marcel Haswany, não informou o valor. Segundo ele, a obra vai começar pelo reparo das quatro estruturas e só depois será iniciada a construção das pontes. Serão necessários três meses para os reparos e mais três meses para a construção. "Nas quatro pontes será feita só a troca de peças danificadas. Vamos substituir as partes de madeira que estão deterioradas e, eventualmente, fazer os reforços que sejam necessários. É um trabalho mais simples", explicou. A reconstrução da ponte próximo à avenida Faria Lima não será feita no mesmo local onde hoje está a estrutura interditada desde 2017. "Vamos construir um pouco mais à frente, na região do aterro", disse o engenheiro. Os projetos foram aprovados pela prefeitura.
No Lago Igapó 4, a ponte que deveria ligar os jardins Hedy, Sumaré e Champagnat ao Parque Universitário e ao Central Park Residence (zona oeste), está quebrada desde 2011, após uma forte chuva que arrastou a estrutura por alguns metros. Mais de oito anos depois, parte da ponte permanece no gramado.
"Tinha previsão de começar as obras no dia 15, mas a empresa mudou para outro dia. O cronograma quem faz é a empresa e nós não temos interferência nisso porque não foi uma obra licitada na qual há uma ordem de serviço a ser cumprida", explicou o secretário municipal de Obras, João Verçosa.
O casal Paulo e Felicia Watanabe caminha diariamente no entorno do aterro do Lago Igapó e lamenta a interdição demorada da ponte. "Aqui é horrível passar. Os blocos não dão segurança", queixou-se Felicia, referindo-se aos blocos de concreto instalados pela prefeitura na pista da avenida Faria Lima para a passagem de pedestres como forma de compensar a ausência da ponte. "Eu adorava passar pela ponte. Deviam consertar logo."
A costureira Dilza Rodrigues também cobra o conserto da estrutura no Lago Igapó 4, mas segundo ela, os problemas naquele local vão além da falta da ponte. "Esse lago está muito malcuidado. Está todo assoreado. Quase que nem precisa da ponte para atravessar para o outro lado. Água quase nem tem mais", lamentou.
ACORDO
O TAC foi firmado após a constatação de que a empresa, proprietária do imóvel onde funciona a unidade Bela Suíça do Hospital do Coração (zona sul), construiu o heliponto com metragem fora das especificidades determinadas para construções próximas a áreas de preservação. O hospital foi erguido perto do fundo de vale do córrego Capivara. O heliponto não apresenta nenhuma falha na execução do projeto e não há riscos estruturais, apenas ficou mais alto do que o permitido para aquela região.
Para o Hospital do Coração, a medida de compensação será permitir pousos e decolagens de aeronaves de qualquer órgão ou instituição de saúde, público ou privado, que esteja fazendo o transporte de pacientes, órgãos ou tecidos. A assessoria de imprensa do hospital informou que a instituição já previa o uso da estrutura com essa finalidade.


