Tabagismo é principal causa de DPOC
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terça-feira, 14 de abril de 2015
Reportagem Local 
Brasília - A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma enfermidade com repercussões sistêmicas, passível de prevenção e tratável, caracterizada por limitação do fluxo aéreo pulmonar, parcialmente reversível e geralmente progressiva. O tabagismo é responsável por 80% a 90% das causas determináveis da DPOC.
A limitação é causada por um estreitamento dos pequenos brônquios, devido tanto ao engrossamento das paredes quanto à presença de secreção dentro dos brônquios (o que define o quadro de bronquite crônica). Além disso, há uma progressiva destruição do tecido pulmonar, que normalmente se parece como uma esponja densa e que, com a doença, se torna cada vez mais perfurado e aerado (quadro descrito como enfisema pulmonar). Estas duas alterações estão presentes em maior ou menor grau, variando de caso para caso.
Os médicos suspeitos de DOPC quando o indivíduo apresenta um quadro de tosse crônica e dispneia (cansaço), especialmente quando o paciente apresenta fatores de risco, como história de tabagismo. O diagnóstico é confirmado por exames que avaliam o fluxo de ar no pulmão.
Além do tabagismo, a poluição domiciliar, como fumaça de lenha e querosene, exposição a poeiras e produtos químicos, doenças genéticas, infecções respiratórias recorrentes e desnutrição na infância são fatores de risco para o desenvolvimento de DPOC.
A gravidade da doença pode ser avaliada quanto ao grau de obstrução ao fluxo respiratório ou quanto à intensidade dos sintomas que o indivíduo apresenta. O grau de obstrução ao fluxo aéreo é definido por exames específicos, enquanto a intensidade dos sintomas do indivíduo é avaliada pela falta de ar e diminuição de capacidade para a realização das atividades diárias.
O tratamento depende do grau de obstrução e da sintomatologia do indivíduo. Entretanto, para todas as pessoas com DPOC é fortemente recomendado fazer o controle das causas da doença (especialmente parar de fumar), passar pelos tratamentos indicados (incluindo o uso de broncodilatadores sempre que necessário) receber vacinas de acordo com esquema específico recomendado.
Com o tratamento realizado de forma adequada, o paciente tem mais chances de aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida, prevenir a progressão da doença, melhorar a tolerância a exercícios, prevenir e tratar exacerbações e reduzir a mortalidade.
Como até 90% dos casos de DPOC ocorrem em função do tabagismo, a medida preventiva e terapêutica isolada mais eficaz é a cessação do hábito de fumar. O controle da exposição à fumaça do tabaco, poeiras, poluentes domiciliares e ambientais são também metas importantes, tanto para prevenção do DPOC, quanto para diminuição da progressão de quadros já instalados.
Pessoas que tenham a DPOC devem realizar exercícios físicos regulares concomitantes com o tratamento farmacológico indicado pelo profissional de saúde. Todos os pacientes com DPOC devem ser encorajados a manter atividade física regular e um estilo de vida saudável. Aqueles que têm dificuldade em manter uma atividade física por dispneia (falta de ar), apesar da otimização do tratamento medicamentoso, devem buscar o programa supervisionado de reabilitação, que compreende a realização de exercícios, apoio psicossocial, abordagem nutricional, educação sobre a doença e oxigenoterapia quando necessário. Os profissionais de saúde da Equipe Saúde de Família (ESF) e do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) devem ser consultados para orientação quanto a forma correta de se realizar os exercícios.


