O Tribunal de Alçada, em Curitiba, deverá decidir na próxima semana sobre o recurso (agravo de instrumento) interposto pelo advogado da família de Anderson Amaurílio da Silva, 21 anos, na ação de indenização por danos materiais e morais contra a Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). Ele foi atropelado por um ônibus da empresa no dia 13 de junho durante um protesto de estudantes em frente ao Terminal Urbano contra o reajuste da tarifa de R$ 1,35 para R$ 1,60. Ele morreu 11 dias depois. Na ação, a família pede pensão de R$ 160,00 para a mãe de Anderson enquanto corre a ação relativa à indenização, calculada em R$ 331.104,00. O pedido foi negado em Londrina e o advogado Dimas Oliveira ingressou com recurso junto ao TA.
Independente da decisão do TA, o advogado informou ontem que vai pedir a reconsideração da tutela antecipada em favor dos familiares de Anderson junto à 3 Vara Cível de Londrina. Durante o período de férias forenses, o juiz substituto José Ricardo Alvares Vianna indeferiu o pedido por entender que seria necessário ouvir outras pessoas para caracterizar se apenas a TCGL poderia ser considerada culpada.
Para o advogado, a reconsideração é pertinente porque o inquérito do delegado do 1º Distrito Policial, Marcos Belinati, resultou no indiciamento apenas do condutor do ônibus. ''Se alguém o empurrou ou não, isso não cabe. O que cabe é que ele foi atropelado pelo ônibus'', comentou o advogado. Na ação, ele pondera que a mãe da vítima vivia da aposentadoria de um salário mínimo que Anderson recebia por ser deficiente visual e mental.
O gerente geral da TCGL, Gildalmo de Mendonça, foi procurado ontem mas sua secretária informou que ele estava viajando a trabalho e poderia atender a reportagem amanhã.

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