Curitiba - Quem nunca pulou de pára-quedas e acha a modalidade radical, deve conhecer o swoop. A técnica é recente, surgiu em meados da década de 90, mas vem ganhando adeptos. Diferente do pára-quedismo convencional, o swoop exige ainda mais técnica e precisão. Um salto que chega a 120 quilômetros por hora e que termina em um pouso de alta performance.
Em Curitiba, dez atletas brasileiros que mais se destacaram na modalidade nos últimos anos, estão participando desde ontem do 1º Campeonato de Swoop O Red Bull Swoop. A cidade foi escolhida por abrigar um dos parques mais bonitos do Brasil e ''uma pista natural para a modalidade'', o Parque Barigui.
O diretor técnico do evento, Thiago Menniti, explica que uma das qualidades do parque é o lago: ''Estamos avaliando o melhor desempenho na velocidade, nas manobras e no pouso em superfície, que é o pouso na água'', diz. O campeonato vai distribuir R$ 17 mil em prêmios. Cada atleta salta de uma altura de 1,4 mil metros alcançada por um helicópero. O pára-quedas tem uma asa diferenciada e formatada para ganhar ainda mais velocidade do que o equipamento comum.
Enquanto o equipamento tradicional custa US$ 5 mil, o equipamento do swoop alcança pelo menos US$ 6 mil. Mas o valor vale a pena, conforme garante Menniti. ''É uma das modalidades mais radicais. Para saltar, o atleta já tem que ter acumulado pelo menos mil saltos de pára-quedas tradicional''.
Quem está no solo pode acompanhar de perto todas as manobras, já que a altura do salto é menor e as peripécias são feitas praticamente próximas do chão. No evento que termina hoje, estão sendo realizadas três provas. Na principal o que conta é a distância percorrida no swoop (quando o atleta aterrissa riscando o pé na água) e a precisão ao atingir o alvo de pouso.
O campeonato pode ser acompanhado pelo público a partir das 10 horas, no Parque Barigui. Os vencedores serão conhecidos às 17h30.

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