Swing: fetiche sem pudor
A reportagem da FOLHA visitou uma casa de swing e constatou o comportamento liberal por parte dos casais que frequentam o ambiente. Numa noite aberta para casados e solteiros, a balada nada convencional oferece diversas atrações para atender os mais variados fetiches.
Por volta das 23 horas, o público se concentra na boate com pista de dança, mesas, sofás, e bar onde casados e solteiros tomam drinques enquanto aguardam o começo da festa. Todo mundo se observa com certa timidez.
O clima retraído é quebrado quando duas strippers invadem a pista e fazem um show de pole dance. A apresentação inclui uma insinuação entre as mesas para os casais de várias idades e níveis sociais, além dos solteiros. Quando termina a performance, a pista já está vazia, pois o público começa a se dividir entre os ambientes mais picantes do local.
A troca de carícias e de casais tem início em uma sala totalmente escura. De lá, eles passam a ocupar os espaços destinados ao sexo, abertos ou privados, com ou sem cama e, detalhe, todos com álcool em gel, ventiladores e papel-toalha.
Há quartos com janelas que permitem as pessoas observarem do lado de fora a performance do casal. Caso prefiram manter a privacidade, basta fechar as cortinas. Em um outro ambiente, vários colchões são espalhados um ao lado do outro, em uma bancada de concreto. Logo em frente, sofás acomodam os ''voyers''. Lá, tudo acontece com naturalidade e sem pudor.
Embora tudo seja permitido na casa, nada é obrigatório. Os clubes de swing possuem regras claras em que o limite é imposto por cada casal. Geralmente, o assédio é sutil. Quem desrespeitar as regras pode ser expulso do local. Uma das normas estabelece que é proibido filmar ou fotografar em qualquer ambiente interno.
Um casal de meia-idade que frequenta há cinco anos este tipo de clube revela que é possível manter o respeito mesmo em um ambiente liberal. Casados há 30 anos, eles contam que são exibicionistas e ficam excitados em fazer sexo na frente de outras pessoas. Entretanto, não admitem a troca de parceiros. ''Gosto de ser observada, porém jamais transei com outros homens. Nosso fetiche está em se exibir. Quando começamos a frequentar esse tipo de lugar, nossa relação ficou bem mais apimentada'', diz a esposa.
Nos clubes de swing há noites em que a entrada de solteiros é permitida, mas geralmente, as festas são exclusivas para casais. (M.O. e M.R.)





