Sustentabilidade no setor hospitalar em pauta
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sexta-feira, 15 de julho de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 

A sustentabilidade será tema de palestras que serão realizadas na próxima semana em Londrina, pelo Centro de Educação Profissional Mater Ter Admirabilis. O engenheiro ambiental André Luiz Audibert abordará a sustentabilidade ambiental no setor hospitalar. "Os hospitais estão se adequando há algum tempo, principalmente por causa dessa preocupação com o lado social. Os hospitais estão sendo cada vez mais planejados para reduzir o impacto para a sociedade", apontou o especialista, apontando que a sustentabilidade ambiental tem sido discutida no País desde a década de 1970 e no setor hospitalar são levados em conta três âmbitos: social, econômico e ambiental.
De acordo com Audibert, em hospitais mais recentes estuda-se a implantação do green building (construção verde). "Essas construções levam em conta a questão energética, a luminosidade, analisam a alteração climática e se o hospital precisa acionar o ar-condicionado todo o tempo. Também avaliam se as lâmpadas precisam ficar acesas por muito tempo ou se tem como fazer aberturas que possibilitem uma iluminação natural." Ele destaca a necessidade da economia de energia, realizando projetos de uso da energia solar, por exemplo. "A própria água do hospital pode ser aquecida com energia solar", sugere.
Um exemplo de green building é a ampliação da Santa Casa de Londrina, cujas obras foram retomadas no dia 6 de junho. O prédio terá sistema de captação de água da chuva para refrigeração de ar condicionado, além de usar energia solar e sistemas de monitoramento de ambientes e de equipamentos.
O engenheiro foi questionado como lidar com dificuldades financeiras e prédios antigos e mesmo assim melhorar a sustentabilidade. "Os hospitais que estão operando há muito tempo e não conseguem fazer mudanças significativas na estrutura, podem implantar placas fotovoltaicas, substituir as lâmpadas pelas de LED, que possuem consumo menor e luminosidade maior, e realizar a substituição de aparelhos antigos por novos", explicou.
De acordo com o engenheiro, o fundamento de um hospital é cuidar da saúde, mas deve ser também no descarte dos resíduos e quais os impactos que isso vai provocar no ambiente local e para o próprio País. Segundo uma pesquisa, 75% a 85% dos resíduos hospitalares são similares aos resíduos municipais comuns e somente entre 5% e 25% são infectantes ou biológicos e no máximo 5% são perfurocortantes. "Muitos dos resíduos você não consegue conter ou reduzir e a única alternativa é dar uma destinação correta para eles. Alguns desses materiais oferecem risco biológico e químico e o manuseio tem que ter equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados e treinamento ambiental de funcionários adequado."
Questionado sobre a incineração, que muitas vezes geram gases tóxicos, ele explica que ela é uma das alternativas mais viáveis, desde que seja certificada. "Ela vai transformar os resíduos em gases, mas sobram os materiais sólidos que não têm a queima completa. Essa prática em uma escala grande reduz o volume para descarte e aumenta avida útil do aterro sanitário", aponta.
SERVIÇO A Semana de Sustentabilidade será realizada de 19 a 22 de julho, às 19h30, no Centro de Educação Profissional Mater Ter Admirabilis. Os temas abordados são: sustentabilidade ambiental no setor hospitalar, aproveitamento de alimentos, sustentabilidade econômica e cuidado com a terra. O ingresso é um livro, apostila ou gibi usado que serão entregues para a PEL II e o projeto Letra Viva da Escola Municipal Atanázio Leonel, do Jardim São Jorge. Informações e inscrições pelo fone (43) 3374-4900.


