Cascavel A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), atendendo determinação do governo do Estado, não irá oferecer novos cursos no vestibular 2003, que será realizado entre os dias 29 e 31 deste mês. Os cursos de teatro e música, para os campi de Cascavel e Toledo, e psicologia para o campus de Toledo, deverão ser oferecidos num próximo vestibular, quando estiverem devidamente autorizados.
A decisão do governo foi comunicada e colocada em votação pelo reitor Wilson Iscuissati, durante reunião do Conselho Universitário (COU) realizada ontem, no campus de Foz do Iguaçu. A retirada dos cursos foi aprovada por 20 votos contra 19.
De acordo com o pró-reitor de Graduação, Leônidas Lopes de Camargo, a Unioeste vai oferecer duas possibilidades para os candidatos que se inscreveram para os três cursos: o candidato poderá, no dia da prova, preencher ficha de inscrição optando por um outro curso ou então solicitar a devolução do valor pago pela inscrição (R$ 80,00) e se retirar da sala de prova. A universidade vai publicar edital esclarecendo aos candidatos as opções oferecidas. No total, são 836 inscritos para os três cursos.
Durante a reunião do COU, o reitor afirmou que inúmeras gestões foram feitas junto ao governo para que se mantivessem os três novos cursos. Entretanto, ele entende que o mais importante é cumprir a determinação. ''O Estado sabe da importância desses cursos para a comunidade do Oeste do Paraná e para a própria universidade, assim, nos adequamos à política do novo governo e vamos aguardar a liberação dos novos cursos em outra oportunidade'', ressaltou Iscuissati.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), Rogério Stein, ''a decisão do governo do Estado contraria os interesses da região Oeste e gera desconforto, na medida em que a Unioeste é discriminada em relação às demais universidades estaduais, que estão implantando novos cursos, sem restrições''.
Para Stein, a perda dos três cursos também é responsabilidade do Conselho Universitário que decidiu adiar a realização do concurso. ''Se o vestibular tivesse sido realizado em janeiro, no prazo normal, a Unioeste teria diante de si um fato consumado. Não haveria como suspender os novos cursos.''

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