Suspenso reajuste do ônibus em Ponta Grossa
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quinta-feira, 08 de janeiro de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A Prefeitura de Ponta Grossa terá que cancelar, pelo menos temporariamente, o aumento nas tarifas do transporte coletivo. O juiz substituto de Ponta Grossa, José Sebastião Fagundes Cunha, acatou ação popular ajuizada anteontem pelo vereador Pascoal Adura (Prona) e por um empresário da cidade, e deferiu, em caráter liminar, a suspensão do reajuste. A passagem dos ônibus urbanos subiu de R$ 1,30 para R$ 1,60. O aumento passou a vigorar a zero hora do último domingo.
A redução nas tarifas dos ônibus deve acontecer ainda esta semana, o que só depende do tempo para a empresa receber a notificação expedida ontem pelo juiz. A suspensão do reajuste, no entanto, pode durar pouco tempo, pois o prefeito já adiantou que vai recorrer da decisão.
Cunha afirmou que os argumentos usados pela prefeitura não justificam o aumento nas tarifas. Segundo ele, o aumento da frota já estava previsto na licitação que renovou o contrato com a Viação Campos Gerais. O custo da construção de um terminal de ônibus no bairro Uvaranas, que segundo o juiz também foi usado como argumento para o reajuste, também não é coerente. Esse valor, informou ele, já estava embutido no preço da licitação. ''Esses dois pontos já são suficientes para impedir o aumento da tarifa'', acrescentou.
O prefeito Péricles Holleben Mello (PT) se defendeu dizendo que o juiz cometeu ''uma série de equívocos'' e deu a liminar sem analisar o contrato de licitação e a planilha de custos operacionais que justifica o reajuste. ''Sou o último a querer que isso (aumento da passagem) aconteça'', garantiu. Segundo o prefeito, durante 2003 Ponta Grossa manteve tarifa média de R$ 1,13, a menor entre grandes cidades.
Mello disse ainda que o custo para manter o sistema de transporte subiu 23% e que, com o novo contrato, mudaram os parâmetros de cálculo dos gastos operacionais. Ele garante que todas as mudanças foram estritamente técnicas e que passaram pela análise e aprovação do Conselho Municipal de Transportes.


