O histórico de saúde bucal em Londrina é um dos melhores do País na opinião do professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Luiz Reynaldo de Figueiredo Walter, e não poderia se perder por uma decisão política. O prefessor é o criador do programa ‘‘Bebê Clínica’’, que possui reconhecimento mundial na prevenção da cárie em crianças de 0 a 5 anos. Ele considerou ‘‘precipitada e intempestiva’’ a decisão da Secretaria Municipal de Saúde em suspender o bochecho com flúor nas escolas municipais.
Ontem, a utilização do flúor voltou a ser destaque na programação de saúde pública do 2º Congresso Mundial de Odontologia durante o simpósio ‘‘Flúor: mito ou realidade?’’. O uso do mineral, de acordo com Luiz Walter, pode ser diminuido ou até eliminado à medida em que ocorre o controle da cárie, e isso ainda não acontece na cidade. O município, diz ele, não realizou nem mesmo um levantamento epidemiológico para a tomada de decisão.
Luiz Walter exemplificou dizendo que desde 1996, as crianças até dois anos atendidas na Bebê Clínica não têm cárie, o que permitiria a retirada do flúor até essa idade. Já nas crianças a partir de três anos ainda há registros do problema, o que impossibilita a suspensão do produto. O professor garante que não há o risco da fluorose – doença provocada pelo excesso do flúor – nas crianças de 6 a 14 anos atendidas pelo programa.
O último dia do congresso foi marcado por salas cheias e concentração até o final dos cursos, palestras e seminários. O congresso terminou com 4.911 adesões, entre profissionais e acadêmicos, 20% a mais em relação à primeira edição realizada em 99.

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