Saguão cheio de passageiros, muitos deles irritados, e a pista de pousos e decolagens vazia. A cena, que já virou rotina, se repetiu ontem, no Aeroporto de Londrina (zona leste). Por causa do mau tempo e da falta de equipamentos adequados, vários vôos foram cancelados ou atrasados, causando prejuízo e irritação para usuários e companhias aéreas.
O problema teve início no sábado e ontem de manhã prosseguia. O médico Nielsen Lauria, do Rio de Janeiro, tentava embarcar para São Paulo desde anteontem. Ele passou alguns dias em Maringá e pretendia voltar para o Rio no domingo. ‘‘Nenhum avião decolava ou pousava e me deram muitas informações contraditórias’’, reclama.
Após passar a noite em um hotel de Londrina (‘‘tive que pagar as despesas de hospedagem e alimentação’’), o médico tentava viajar ontem de manhã, mas sem muitas perspectivas. ‘‘Quando chegar ao Rio, vou reclamar à companhia e registrar queixa no Procon’’, relata. ‘‘Não tem cabimento uma cidade do porte de Londrina ficar ilhada por falta de equipamento’’, acrescenta.
Um grupo de 27 vendedoras da empresa da região de Londrina iria participar de um seminário em Angra dos Reis (RJ) e tentava embarcar desde as 7 horas. Às 9 horas, o grupo recebeu a informação de que, provavelmente, embarcaria somente às 16h50. ‘‘As autoridades deveriam tomar providências imediatas para resolver este problema’’, afirma a gerente executiva da empresa, Rosa Marilda Montenegro.
O despachante de vôo da TAM, Leandro Carraro, informou que anteontem foi cancelado um vôo da companhia e outros dois atrasaram em mais de uma hora. ‘‘Foi um transtorno para 140 passageiros’’, observa. Ontem de manhã outro vôo foi cancelado.
Segundo Carraro, o problema ontem de manhã era meteorológico mas, se melhorasse um pouco, os aviões poderiam decolar com a ajuda do VOR - equipamento de auxílio às decolagens que está quebrado e desativado há cerca de três meses. Recentemente, a Infraero homologou o NDB para ajudar nas decolagens, mas o equipamento é considerado inferior ao VOR.

mockup