A suspensão de uma verba de R$ 500 mensais repassada pela Secretaria Municipal de Educação para o Centro de Atendimento Integrado à Criança (Caic) da Zona Sul pode inviabilizar as oficinas esportivas, artísticas e profissionalizantes oferecidas a 120 crianças de 11 a 14 anos que realizam contraturno escolar.
De acordo com o diretor geral do Caic, Amauri Cardoso, o argumento da secretaria é que o atendimento aos alunos da 5 a 8 séries é responsabilidade do Estado. Os professores do programa também são vinculados à prefeitura, mas, por enquanto, continuam trabalhando com as crianças do segundo ciclo do fundamental, que além do contraturno recebem cinco refeições diárias.
As oficinas são nas áreas de futsal, taekwondo, mecânica, padaria, artesanato, informática e violão. O dinheiro suspenso era utilizado para comprar materiais como acessórios de mecânica, fermento e farinha.
A secretária municipal de Educação, Vera Hilst, afirmou que a administração do Caic foi avisada sobre a suspensão e orientada a apresentar um projeto ao Governo do Estado ou a secretarias municipais que possuem recursos disponíveis para esse tipo de pograma. ''A solução é que eles façam esse projeto, pois o pagamento de despesas de alunos que não estão matriculados na rede municipal é ilegal'', afirmou. O repasse, segundo Cardoso, era feito há 12 anos.
Alheios à discussão sobre a responsabilidade pelas oficinas, os pais das crianças - moradores do União da Vitória na maioria - preocupam-se com a possibilidade das crianças terem que ficar em casa durante o contraturno. A diarista Maria Ferreira conta que um de seus filhos, de 21 anos, frequentou a oficina de mecânica na escola e atualmente trabalha na área.

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