Suspensa licitação para compra de ambulâncias
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sábado, 28 de dezembro de 2002
Renê Muller<BR>Reportagem Local 
A comissão permanente de licitação da Prefeitura de Londrina suspendeu ontem à tarde o edital de licitação para compra de três novas ambulâncias para o Siate devido a uma denúncia de direcionamento do edital, enviada pelo processo de pregão eletrônico. A informação foi recebida pela administração municipal pela manhã, quando apenas uma proposta havia chegado, o que reforçou suspeitas iniciais de que o processo teria sido direcionado.
A reclamação seria especialmente a dois ítens da licitação, que estariam beneficiando apenas a única empresa com capacidade para cumprir os dois requisitos. Um deles seria a altura útil da ambulância, especificada em 1,85 metro. O segundo seriam as características da suspensão dianteira, que precisaria ter braços curtos e longos, com molas tipo barra de torsão.
Segundo o presidente da comissão permanente de licitação, Wilson Silva Silvestre Neto, a situação acabou sendo investigada face à gravidade da acusação, mesmo tendo ultrapassado em dois dias o prazo para os pedidos de impugnação do processo. ''Resolvemos levar em consideração, apesar de ter sido enviada em cima do encerramento do processo'', lembrou.
A licitação prevê a aquisição de três ambulâncias e um valor máximo de R$ 300 mil R$ 100 mil cada veículo. O relações públicas do grupamento de Bombeiros, o primeiro-tenente Ezequias de Paula Natal, disse que o ''vício de origem'' detalhado no pedido de impugnação não tem razão de existir. ''Fizemos todo o processo dentro do que especifica a lei 866/93, a lei de licitações, sem qualquer intenção de beneficiar ninguém. A intenção é sim adquirir um equipamento de acordo com as necessidades dos bombeiros de Londrina'', ressaltou.
Segundo Natal, o detalhe mais importante para o grupamento é volume cúbico das ambulâncias, que precisam comportar duas macas. ''Quem denunciou não conhece a lei. Mas vamos refazer tudo novamente se necessário for, pois temos seis ambulâncias com sete anos de uso, e que dão grande despesas de manutenção'', lembrou Natal.


