Curitiba - Dois homens que prestavam serviços numa chácara do ex-prefeito de Paranaguá José Vicente Elias assassinado dentro de seu apartamento na noite do dia 29 de abril foram interrogados, anteontem, na Delegacia de Homicídios, em Curitiba. A polícia os incluiu como suspeitos por causa da foice encontrada no carro da vítima, que teria sido uma das armas do crime. Além de sinais de espancamento, Vicente Elias tinha dois cortes profundos no pescoço e um na mão esquerda.
Outros dois suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-prefeito já tinham sido ouvidos na semana passada. Eles negaram participação, mas admitiram ter ligado para a vítima meia hora antes do crime. Um dos rapazes, ex-segurança de um shopping, seria amigo de Vicente Elias.
De acordo com o superintendente da Delegacia de Homicídios, Neimir Cristóvão, uma das testemunhas do caso não reconheceu que os rapazes fizessem parte do trio de supostos autores do assassinato. Três homens foram vistos entrando no prédio onde Vicente Elias morava na noite do crime.
Um outro morador que teria presenciado a entrada dos assassinos no edifício não compareceu à delegacia nas duas vezes que foi chamado para fazer o reconhecimento dos suspeitos. Cristóvão disse que, caso a testemunha não compareça na terceira intimação, ela será presa e conduzida à delegacia para depor.
No início das investigações, a polícia trabalhava com a hipótese de que o crime teria sido encomendado por alguém que teria uma dívida com o ex-prefeito. Um fato novo apurado ontem, afirmou Cristóvão, levou os policiais a adotarem uma outra linha de investigação, que ele não quis adiantar para não atrapalhar os trabalhos.

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