Maringá - A Polícia Civil de Maringá prendeu ontem, três pessoas suspeitas de terem participação no assassinato do médico cardiologista Francisco de Assis Coimbra Júnior. O crime ocorreu em julho de 1998 e chocou a sociedade de Maringá. O empresário do setor gráfico, Hélcio Celso Marroni, foi preso ontem às 7h30, em Londrina, quando deixava a casa dele. De acordo com a polícia de Maringá, é de Marroni a arma usada para matar Coimbra Júnior. Os outros dois presos são Euclides Antonio Barbosa e Claudionor Ferreira Barbosa.
Os três suspeitos têm mandado de prisão temporária decretado pelo juiz Devanir Manchine. De acordo com o delegado-chefe da 9 Subdivisão Policial de Maringá, Maurício de Oliveira Camargo, após quatro anos de investigação, pela primeira vez a polícia tem uma prova material do crime, que é uma pistola 765, de propriedade de Hélcio Celso Marroni, que teria sido usada para matar o cardiologista. A arma foi apreendida há cerca de um ano, mas só na semana passada saiu o resultado final do exame de balística do Instituto de Criminalística do Paraná. ''O exame comprovou que o projétil encontrado no corpo do médico saiu da arma de propriedade do empresário de Londrina'', disse Camargo.
Euclides Antonio Barbosa, conhecido como Barbosão, foi preso em Maringá. Ele é acusado de ser o motorista do Ômega escuro, de placas ATM-6060 visto nas proximidades da clínica do cardiologista no dia do desaparecimento dele e que teria dado carona ao médico. Já o representante comercial Claudionor Ferreira Barbosa trabalhava na gráfica de Marroni na época do crime e era o dono do Ômega. A prisão de Claudionor foi feita ontem de manhã em Curitiba, pelo delegado operacional de Maringá, José Aparecido Jacovós.
De acordo com o delegado Nilson Rodrigues da Silva, que preside o inquérito, o próximo passo da investigação será ouvir o empresário Hélcio Celso Marroni. ''Ele vai ter que explicar porque a arma dele foi usada para matar o médico e se ele se recusar a dar uma explicação convincente, estará chamando para si a responsabilidade do crime, daí vamos pedir a prisão preventiva dele'', justificou. O delegado não quis revelar para a imprensa como a polícia chegou até o empresário. Ele também não deu nenhuma informação que pudesse indicar os motivos do crime, mas adiantou que todas as hipóteses permanecem, inclusive a de crime passional.
O advogado de Hélcio Marroni, Walter Bittar, informou que vai entrar com o pedido de habeas-corpus ainda hoje em Curitiba. ''A prisão não tem fundamento. Foi o próprio Hélcio quem entregou a pistola à polícia. O resultado do exame de balística foi uma surpresa e vamos querer averiguá-lo.''
Segundo Bittar, Hélcio não conhecia a vítima e não tinha motivo algum para cometer o crime. O carro visto próximo ao local do crime havia sido vendido pelo empresário a um funcionário da gráfica. Quanto à arma uma das hipóteses levantada pelo advogado é que alguém tenha retirado a pistola da empresa, cometido o crime e devolvido a arma no mesmo local. (Colaborou Célia Polesel)

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