Cascavel Dois suspeitos de participar da execução de quatro homens, na madrugada de domingo, foram presos ontem de madrugada pela polícia de Cascavel. Robson Vitorino Farias, 25 anos, e Leandro Moura Alves, 18, ambos desempregados e com passagens por tráfico, furto e uso de entorpecentes, confessaram participação no crime. O autor da execução, no entanto, segundo depoimento dos acusados, seria Ademir Jesus de Souza, 24, o Polaco, que continua foragido. ''O Leandro, que estava junto na hora da execução, disse que o Polaco foi quem disparou os quatro tiros'', relatou o superintendente da 15 Subdivisão Policial (SDP), Moacir Alves de Albuquerque.
Fernando Budelare Reolon, 24, Orceu Giordaneli, 34, João Batista Sale, 41, e Flávio dos Santos, 19, todos funcionários de uma lanchonete da cidade, foram encontrados mortos na Estrada do Chaparrão, zona rural de Cascavel. A polícia apontou que houve execução.
Com auxílio do serviço de Disque Denúncia, a Polícia Militar conseguiu localizar o primeiro suspeito. Robson Vitorino, que negou ter presenciado a chacina, foi preso no Restaurante Peroza, em Corbélia, com uma passagem de ônibus, cujo destino era a cidade de Ribeirão Preto (SP). Na bagagem dele, foram encontradas seis munições calibre 38. Robson é acusado de participação em outro homicídio e dependia de autorização judicial para deixar a cidade. ''Ele confessou que sabia de tudo e indicou o nomes dos outros dois envolvidos, que segundo ele, participaram diretamente do crime'', disse Albuquerque.
Leandro Moura foi preso cerca de uma hora depois. Ele estava dormindo, na residência dele, no momento em que os policiais operação conjunta das polícias Civil e Militar fizeram a abordagem. Segundo Albuquerque, Leandro confessou que esteve ao lado de Polaco, o suposto executor, até o momento dos disparos. A casa de Polaco também foi invadida. ''Chegando lá descobrimos que o local era um ponto de tráfico e dois menores vendiamdrogas'', informou o superintendente.
Com o depoimento dos suspeitos, a polícia acredita que as vítimas teriam sido mortas por engano. Robson, Ademir e Leandro teriam se passado por policiais antes de acusar os funcionários, a bordo de um Fusca, de bater no carro de Leandro, um Chevrolet Marajó, naquela mesma noite. Robson teria desistido de continuar com a operação, enquanto os outros dois levaram as vítimas para a Estrada do Chaparrão, distante um quilômetro da lanchonete. Segundo a polícia, uma das vítimas, João Batista, teria sido obrigada a trocar um pneu furado da Marajó, enquanto os outros ficaram de joelhos diante do carro. Segundo o depoimento de Leandro, Ademir executou os três ajoelhados e atirou em João Batista quando tentou fugir.
O superintendente acredita que a arma do crime continue com Polaco. A necropsia dos corpos apontou que os tiros saíram de um pistola automática, provavelmente uma 765 ou uma 380.

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