Suspeitos de matar bóia-fria são presos por latrocínio
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quinta-feira, 18 de setembro de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
A Polícia Civil de Londrina prendeu, na manhã de ontem, três jovens considerados suspeitos de serem os autores do homicídio do bóia-fria Sebastião Ramos da Silva, 63 anos, na madrugada da última terça-feira, no Distrito de São Luiz (zona sul). Marcos Antônio Alves, 20 anos, Wilson Lima de Oliveira, 18 anos, e seu irmão de 14 anos, confessaram ter matado o lavrador, com um tijolo, para roubar R$ 4,00. Os três foram indiciados por latrocínio (roubo seguido de morte).
O delegado do 6º Distrito Policial (DP), Algacir Antônio Ramos, explicou que recebeu alguns telefonemas de pessoas que teriam visto os três jovens seguindo a vítima, quando ele se saia de um bar, onde foi visto pela última vez, e se dirigia para sua casa. Com base nessas informações, ele foi até São Luiz e deteve os jovens. Nos depoimentos, segundo o delegado, os três suspeitos assumiram o crime e explicaram com riqueza de detalhes o homicídio.
Ao delegado, eles disseram pensar que a vítima estava com muito dinheiro por isso decidiram praticar o assalto. Sobre o motivo que os levou a matar, Marcos Alves afirmou que foi reconhecido e que a vítima teria ameaçado denunciar a polícia. De acordo com Ramos, os três teriam ainda abusado sexualmente do bóia-fria, antes que ele morresse. Eles teriam afirmado que perderam o dinheiro roubado. Mas, para o delegado, mesmo assim o crime se configurou como latrocínio.
Algacir Ramos disse que, na tentativa de se livrar de uma punição maior, Oliveira teria apresentado uma carteira de identidade falsa, cuja registro apontava 16 anos. A mãe dos rapazes, porém, desmentiu a versão do filho ao apresentar sua certidão de nascimento. O delegado afirmou que o rapaz teria alegado embriaguez. Segundo Ramos, Oliveira ainda tentou atribuir a culpa do crime ao irmão menor.
Os dois maiores tiveram suas prisões temporárias decretadas pela Justiça. Depois de permanecerem detidos durante a tarde, em uma sala do 6º DP, eles foram levados para a carceragem da Polícia Federal no início da noite (veja matéria nesta página). O menor foi encaminhado para o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi).


