Suspeito de ter matado dois homens quinta-feira passada em Umuarama, Marcelo Machado dos Santos, 24 anos, se apresentou ontem de manhã na delegacia acompanhado de advogado. Santos estava sendo procurado pelas polícias Civil e Militar que montaram uma verdadeira operação de guerra anteontem para tentar capturá-lo.
Santos e Fabiano Ferreira de Oliveira, 18 anos, fugiram anteontem de manhã quando policiais chegaram à casa de Santos. Oliveira também se apresentou. Os dois negam envolvimento no crime, mas existem provas e ontem mesmo a Justiça decretou a prisão temporária deles. Com a prisão de Santos, a Polícia voltou a investigar a hipótese de tentativa de assalto. Ele tem várias passagens pela Polícia por furto.
O vigia João Barros de Souza, 40 anos, e o bancário José Luiz Oliveira, 38, foram mortos a tiros dentro do escritório do Posto Quatro Rodas, no centro de Umuarama. Duas testemunhas reconheceram Marcelo Santos como sendo o homem que desceu de um Corcel II, foi até o posto e voltou correndo para o carro, logo depois de terem ouvido dois disparos de revólver.
A Polícia também localizou ontem um revólver calibre 38 que pode ser a arma do crime. O revólver, vendido por Santos, estava com cinco balas intactas e duas deflagradas. A namorada dele também contou à Polícia que Santos deixou o revólver para ela guardar quinta-feira à noite e voltou no domingo, de Corcel II, buscar a arma. Fabiano Oliveira é acusado de ter dirigido o carro. Como nada foi roubado, a Polícia passou a investigar a hipótese de vingança. O vigia teria sido morto por testemunhar o crime.
Oliveira brigava na Justiça pela guarda de um filho de dois anos e também havia tido um relacionamento amoroso com a mulher de um comerciante e recebido ameaças dele. O comerciante chegou a ser preso, mas foi liberado anteontem por falta de provas. ‘‘Por enquanto, não temos nada que ligue o suspeito do crime a possíveis mandantes’’, informou o delegado Osmar Dechichi.
Quando os policiais chegaram, anteontem de manhã, na casa de Santos, os dois fugiram. Mais de 30 policiais civis e militares ‘‘varreram’’ quase 50 quilômetros quadrados de zona rural, onde os dois teriam se escondido.

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