Suspeitos de crime ainda não sararam da bebedeira
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de julho de 1997
Da Redação 
Até ontem, por volta das 18 horas, a polícia não sabia quem havia matado a facadas o lavrador Aparecido Moreira da Silva, em um barraco da fazenda São Manoel, localizada às margens da PR-445, no distrito rural de Guaravera (zona sul).
O delegado do 6º Distrito Policial, Irineu Lovato, disse que, apesar de o crime ter ocorrido no domingo em meio a uma bebedeira, os envolvidos não haviam voltado ao normal. Apenas um deles, Aparecido Moreira da Silva, conseguia dizer alguma coisa, mas sem muito nexo.
Para o delegado, ele é o principal suspeito de ter matado o lavrador, pois a todo momento repetia que o caso era de suicídio. O que o Aparecido quer provar é quase impossível de acreditar. A vítima tem uma perfuração em cada pulmão, uma no pescoço e a outra no coração. Na primeira estocada, obrigatoriamente estaria morrendo.
Estavam também no local Valter Luca de Jesus, Cândido Barbosa e Carlos Bispo. Eles estavam em coma alcoólica, dormindo ao lado do companheiro morto. Aparecido disse à imprensa que eles haviam tomado dois litros de uma cachaça das fortes e batizada como coisa ruim. Lovato imagina que a cachaça tenha sido misturada com álcool puro, pois não acredita que uma caninha pura provocasse efeito tão forte. A expectativa de delegado é eles ficarem sóbrios hoje pela manhã.


