Suspeito de assassinar a garota Tatiane Alves, o catador de papel Saulo Nogueira, 45 anos, teve sua prisão temporária decretada, enquanto o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) prossegue as investigações. A medida se dá em função do temor de que vizinhos resolvam fazer justiça com as próprias mãos, linchando o suspeito.
Tatiane Alves, que estava desaparecida desde 20 de junho, foi encontrada morta na quinta-feira passada, dentro de um tambor de óleo num depósito de papéis. Estava com a calça abaixada, sugerindo violência sexual.
O delegado, que mantém em sigilo o local onde o suspeito está detido, não confirmou a informação de que Saulo seria também autor de um outro crime contra criança, em Pinhais. ‘‘Por enquanto são só ilações, não temos nada de concreto’’, disse Herbert. Saulo Nogueira não tem residência fixa e é dependente de álcool.
Desaparecido - O Sicride também continua investigando o sumiço do garoto Sandirley Fróes, de dois anos e seis meses, desaparecido desde o domingo passado, na Cidade Industrial de Curitiba. Na sexta-feira, o delegado ouviu o depoimento da menor L.T.D., que disse ter visto uma pessoa com caraterísticas físicas semelhantes às da mãe de Sandirley, Ana Fróes. De acordo com as informações prestadas pela menor, a mãe teria colocado o garoto na mureta da ponte do rio Barigui. ‘‘A testemunha disse que viu ela acender o cigarro e nisso caiu o pacote de salgadinhos que o garoto tinha nas mãos, quando então o garoto teria caído no rio’’, relatou o delegado.
As suspeitas de que o sumiço de Sandirley tenha ocorrido por negligência da mãe são corroboradas pelo fato de que, ao comunicar o desaparecimento ao Corpo de Bombeiros, uma outra pessoa indicou o local de desaparecimento como sendo uma valetão do rio e não a ponte. ‘‘Temos informações que dão conta que o menino era rejeitado pela mãe e pelo padrasto, o que nos instiga a investigar mais este caso’’, disse o delegado. ‘‘Como o corpo não apareceu, temos mais um fato complicador’’, comentou. (E.B.J.)

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