Suspeito no caso Marino move ação por danos morais
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quinta-feira, 02 de abril de 1998
Paulo Briguet 
O policial militar aposentado José Marcos de Oliveira vai entrar na próxima semana com uma ação de indenização por danos morais contra o Estado do Paraná. Ele foi preso na semana passada em Paranaíba (MS) pela Polícia Civil de Londrina, após ordem do juiz Jurandir Reis Júnior, da 1ª Vara Criminal.
O ex-PM foi apontado como suspeito do assassinato do empresário Júlio César Marino, ocorrido em Londrina no dia 18 de dezembro de 1997. Depois de passar nove dias detido, Oliveira foi libertado. Testemunhas do crime não o reconheceram como autor dos disparos que mataram J. Marino.
O José Marcos é um homem simples, que se aposentou da polícia para trabalhar como açougueiro e mototaxista em Paranaíba. A prisão causou enormes danos morais a ele, destruindo a vida de uma pessoa inocente, diz o advogado Roberto Morita, que representa o ex-PM.
Morita não revelou os valores da indenização que Oliveira pretende pedir. Mas o Estado terá que pagar pela prisão do meu cliente. A imagem desse homem ficou tão abalada que provavelmente ele não poderá mais morar em Paranaíba.
O empresário Júlio César Marino, dono do grupo Cotam (que produz o café Itamaraty), foi morto a tiros quando chegava em sua casa, no área central de Londrina. Desde o início, a polícia trabalhou com a hipótese de execução - o crime teria sido cometido por um profissional.
Nas investigações do caso J. Marino, Oliveira não é o primeiro suspeito encontrado pela Polícia Civil. Na semana passada, o traficante Antonio Miguel Ferreira foi detido em Marília (SP) como suposto autor dos disparos que mataram o empresário. Com base em retrato falado feito pelo Instituto de Criminalística da Cidade, as testemunhas disseram que ele não tem o mesmo tipo físico do criminoso.


