Suspeito morre em confronto com PM
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terça-feira, 08 de setembro de 2015
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
O corpo de um homem de 21 anos que morreu em confronto com policiais militares na noite de segunda-feira na Vila Romana (zona norte de Londrina) foi enterrado ontem no Cemitério Jardim da Saudade. O caso ocorreu na Rua Anita Magalhães de Oliveira.
Conforme informações da corporação, o suspeito, identificado como Gustavo Henrique da Silva, teria entrado em confronto com a Polícia Militar após ser flagrado trafegando pelo bairro em um Corolla roubado. O suspeito foi baleado no tórax e na cabeça durante a troca de tiros e morreu antes da chegada do Siate. Uma arma de fogo que estaria com o rapaz foi apreendida.
O pai do rapaz, Denilson da Silva, de 54 anos, afirmou que não sabe ao certo o que aconteceu. "O meu filho morava com a mãe na zona sul, no Conjunto Jamile Dequech, na saída para Curitiba. Estou separado da mãe dele e não sabia direito o que estava acontecendo com ele. A única coisa que eu sei é que ele fumava crack", afirmou.
De acordo com o porta-voz do 5º Batalhão da PM, capitão Ricardo Eguedis, a morte dele teria sido evitada "se o suspeito tivesse se rendido e cumprido as ordens de parada". "Uma equipe estava em patrulhamento quando avistou o veículo e, ao consultar a placa, constatou que o Corolla tinha sido tomado em um assalto, ou seja, a pessoa estava com um produto de roubo, que é um crime violento por si só", ressaltou.
Durante a tentativa de abordagem, apontou Eguedis, o veículo não parou e depois o suspeito tentou fugir a pé. "Ele invadiu uma residência na Vila Romana. Houve confronto armado dentro da residência invadida", expôs. Na troca de tiros, ele foi atingido na cabeça e no tórax e teve um revólver. O rapaz foi morto na cozinha da casa que invadiu. "A equipe acionou os cuidados médicos, pelas gravidades ferimentos, mas não foi possível salvá-lo", declarou Eguedis.
O comando do 5º Batalhão da PM adotou posturas para verificação do episódio e acionou a corregedoria. "Foi aberta uma investigação e a forma da abordagem será analisada no inquérito", explicou.
Uma das moradoras da rua onde foi feita a abordagem, que pediu para não ser identificada, relatou que escutou mais de dez tiros. "Primeiro achei que era bombinha, mas o barulho era seco. Foi aí que eu me toquei que era de bala mesmo", declarou. "Deu a impressão que alguém estava correndo e atirando ao mesmo tempo. A rua estava bem vazia quando ouvi alguém gritando socorro. Era uma voz de homem", reportou.


