Suspeito do caso Marino é liberado
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quinta-feira, 23 de agosto de 2001
Betânia Rodrigues<BR>De Londrina 
O juiz da 1 Vara Criminal de Londrina, João Luiz Cléve Machado, pede apoio da comunidade para elucidar a morte do empresário Júlio Cesar Marino, assassinado em dezembro de 97. Caso contrário, ele será obrigado a arquivar o processo nos próximos 10 dias. ''É o único caso inssolúvel que tenho nas mãos. Qualquer outro juiz já o teria arquivado por falta de pistas'', explicou.
De acordo com o juiz, quem tiver qualquer informação sobre o crime pode procurá-lo sem necessidade de revelar a identidade. O contato pode ser feito através de fax, e-mail, telefone ou carta endereçada a ele ou ao delegado do caso, Jurandir Gonçalves André. O telefone da 1 Vara Criminal é 43/372-3134 e da delegacia, 43/322-2000.
O apelo é consequência da segunda tentativa frustrada de prender o assassino. Ontem, o administrador de fazendas Jorge Ferreira não foi reconhecido por duas testemunhas do crime. Segundo o delegado, uma delas disse que é muito difícil lembrar a fisionomia de uma pessoa depois de tanto tempo, mas a outra garante que Ferreira não é o autor dos três disparos que atingiram o empresário à queima-roupa.
Por falta de provas, o delegado liberou o suspeito da prisão temporária e o mandou de volta para casa ontem, por volta das 12 horas. Ferreira mora na Bolívia e foi preso quarta-feira em Marília (interior de São Paulo), onde visitava o irmão Antonio Miguel Ferreira, preso na Penitenciária Estadual da cidade desde 98. Este cumpre pena pelo assassinato do empresário Luís Augusto Spila e do engenheiro Murilo Benicasa.
Para o delegado André, os dois casos podem ter ligação com a morte de outro empresário em Curitiba. Segundo ele, as três vítimas pertencem ao ramo de industrialização de café e foram assassinadas quase na mesma época. Além dessa curiosidade, a Polícia encontrou outras duas 'coincidências'. Ferreira mudou de Londrina para a Bolívia pouco tempo depois do crime e continua trabalhando para o mesmo patrão. ''Ele disse que nunca viu a vítima e não tem qualquer envolvimento com o caso, mas sua fisionomia é muitíssimo parecido com o retrato falado do assassino'', comentou.
Há cerca de 40 dias, outro homem foi preso em Arapongas como suspeito, mas também foi liberado por falta de provas. Mesmo assim, o delegado disse que vai continuar com as investigações e que tem mais suspeitos.


