O agropecuarista Mauro Janene Costa, 35 anos, apontado como principal suspeito pela morte da professora de música Maria Estela Pacheco, será ouvido pela primeira vez hoje, na 1ª Vara Criminal de Londrina. O depoimento acontece mais de um ano após o crime, ocorrido em 14 de outubro do ano passado. A promotoria denunciou o empresário por homicídio simples, fraude processual e guarda de substância entorpecente, já que a polícia encontrou no apartamento uma caixa de fósforo com resíduos de maconha.
A causa da morte de Maria Estela, então com 34 anos, ainda continua sendo um mistério. Segundo laudo do Instituto de Criminalística, a professora teria morrido dentro do apartamento de Janene, no 12º andar do Edifício Diplomata, na área central de Londrina. Cerca de 40 minutos depois, ela teria sido atirada pela sacada, de uma altura de 36 metros.
O agropecuarista nega a autoria do crime e alega que Maria Estela teria caído da sacada do apartamento, enquanto ameaçava se jogar. Por não ter antecedentes criminais e possuir endereço fixo, Janene responde o inquérito em liberdade.
A promotora Siomara Nogari, que ofereceu a denúncia, afirmou ontem que até o momento não existe nenhum elemento que justifique o pedido de prisão preventiva do acusado. A promotora reiterou que o agropecuarista foi denunciado porque todos os elementos apurados na investigação apontam para ele. ''Há provas de que Maria Estela entrou viva no prédio e saiu morta'', afirmou.

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