Suspeito do caso Amanda Rossi depõe hoje
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quarta-feira, 02 de janeiro de 2008
Wilhan Santin<br> Reportagem Local 
Desde que a estudante de Educação Física Amanda Rossi, 22 anos, foi encontrada morta, no dia 29 de outubro de 2007, no campus da Universidade Norte do Paraná (Unopar), a Polícia Civil tenta responder quem foi o autor do crime. Porém, até o momento, o dado mais concreto sobre o caso é a prisão temporária, por 30 dias, de um rapaz desempregado, de 18 anos, que residia em uma pensão na cidade de São Carlos (interior de São Paulo) e que foi trazido para Londrina no último dia 29.
Preso no Centro de Detenção e Ressocialização de Londrina, CDR, ele já falou uma vez ao delegado-operacional Lanevilton Moreira e depõe novamente hoje. De acordo com a polícia, uma denúncia anônima, via e-mail, foi o que motivou as investigações contra o desempregado.
Com ele, foi encontrada uma reportagem impressa sobre a morte da estudante, com anotações feitas a mão com o nome de Amanda, do pai dela, Luis Carlos Rossi, e do cemitério onde ela foi sepultada. Além disso, segundo o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, o suspeito teria contado a um vizinho, em São Carlos, que uma amiga havia morrido em Londrina antes de o corpo de Amanda ser encontrado, o que aconteceu dois dias depois do crime.
Questionado sobre o andamento das investigações, Barroso disse apenas que a polícia trabalha para reunir provas que possam efetivamente comprovar a autoria do crime. ''Não podemos descartar nenhuma possibilidade, trabalharemos com todas as linhas de investigação'', sintetizou.
A identidade do suspeito ainda não foi confirmada pela polícia. As impressões digitais dele seriam enviadas para os institutos de identificação dos estados de São Paulo e Bahia, onde o mesmo diz ter parentes, para a confirmação do nome que ele forneceu aos policiais paranaenses.
Procurado pela reportagem, em tom de tristeza, o pai de Amanda revelou que logo que recebeu a notícia da prisão do rapaz sentiu-se esperançoso, aliviado. Porém, depois de analisar as informações sobre o suspeito, está com um ''pé atrás.'' ''Eu não acredito que seja ele, mas a polícia está investigando, tenho que aguardar'', comentou Rossi.
A FOLHA tentou conversar ontem com o suspeito. Por telefone, o diretor do CDR, Raul Leão Vidal, explicou que, como se trata de uma prisão temporária, a autorização para entrevistar o rapaz teria que ser dada pelo delegado-chefe da 10Subdivisão Policial. No entanto, Sérgio Barroso não autorizou que a reportagem falasse com o desempregado alegando que a entrevista poderia atrapalhar as investigações.


