O jovem de 18 anos preso por suspeita de ter assassinado a estudante universitária Amanda Rossi, 19, cujo corpo foi encontrado no campus da Universidade Norte do Paraná (Unopar) em outubro, foi liberado ontem do Centro de Dentenção e Ressocialização (CDR) de Londrina. Detido desde o final de dezembro, o rapaz deixou a carceragem no início da tarde de ontem com a expedição do alvará de soltura.
De acordo com o delegado Joaquim Antonio de Melo, responsável pelo caso, não havia elementos para pedir a prisão preventiva do jovem. Ele explicou que o suposto envolvimento do rapaz no crime ''não é a única linha de investigação.'' O policial, porém, não quis informar sobre as outras suspeitas.
O jovem foi liberado apesar de ter confessado o crime através de uma carta encaminhada à direção do CDR um mês atrás. Na missiva, de acordo com Melo, ele assume a autoria do homicídio e diz que teria sido contratado para matar Amanda por duas estudantes da Unopar. As universitárias, por sua vez, teriam encomendado o assassinato a mando de uma professora da instituição de ensino. O rapaz informou que receberia R$ 1.600,00 para executar a jovem, mas, como não foi pago, resolveu denunciar o crime.
As estudantes, identificadas na carta, foram ouvidas pela polícia e negaram tudo, alegando sequer conhecer o jovem. A professora supostamente envolvida não teve o nome especificado na carta.
Na semana passada, o suspeito passou por exames de sanidade mental no Instituto Médico-Legal. O resultado deve demorar pelo menos dez dias para ficar pronto. Joaquim Melo explicou que os testes foram pedidos para identificar um possível desvio de personalidade.
''Ele já confessou o crime e voltou atrás (mais de uma vez). Também pode estar querendo envolver outras pessoas na investigação'', afirmou o delegado. Melo explicou também que o prazo para conclusão do inquérito não seria suficiente por causa da análise de documentos, como quebra de sigilo de operadoras de telefonia.
A reportagem entrou em contato com o escritório do advogado Marcelo Kintzel Graciano, responsável pela defesa do suspeito, mas ele não foi localizado para falar sobre o assunto. A assessoria de imprensa da Unopar divulgou uma nota em que informa que ''não tem conhecimento oficial da existência de suposta carta de confissão e de supostas denúncias feitas pelo jovem suspeito de ter assassinado a estudante Amanda Rossi.'' ''A Unopar mantém o seu compromisso com a verdade e exige que todos os fatos sejam apurados, e que os responsáveis sejam punidos com todo o rigor da lei, independente de quem estiver envolvido'', informa a nota.
O pai de Amanda, Luis Rossi, disse que já esperava que o rapaz fosse liberado porque ''ninguém aqui nunca ouviu falar dele''. A esperança dele, agora, é que alguém que saiba detalhes do crime procure a polícia para dar informações.

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