Suspeito de tortura está foragido; dentista permanece no hospital
O estudante Eros Barros Ferro, 18 anos, principal suspeito de ter torturado anteontem a dentista Érica Luriko Hamada, 26 anos, continuava foragido até o início da noite de ontem. A polícia não tem pistas do acusado, segundo o delegado do 3º Distrito Policial (DP) de Londrina, Jurandir Gonçalves André, que coordena as investigações sobre o caso.
Érica Hamada, que foi submetida a pequenas cirurgias reparadoras e a uma traqueostomia, permanecia ontem à tarde na UTI do hospital Santa Casa com bom estado geral de saúde, segundo informações da equipe médica. Socorrida e levada pelo Siate ao hospital na manhã de anteontem, ela permaneceu consciente o tempo todo. Ontem, ela já respirava naturalmente, mas continua se comunicando apenas através de gestos.
A polícia suspeita que Érica Hamada foi vítima de tentativa de latrocínio - roubo seguido de assassinato - por motivos de vingança. Ela teria sido a responsável pelo fim do namoro de uma irmã sua - Eliane Hamada, 19 anos - com Eros Ferro. Esta versão foi passada à polícia, em depoimento, pela mãe da dentista, Toyoco Hamada.
O delegado Jurandir André adianta que pretende pedir a decretação da prisão preventiva de Eros Ferro na próxima semana, depois que a dentista saia da UTI e possa prestar depoimento para confirmar a acusação de sua mãe. A tortura e tentativa de homicídio contra Érica Hamada foram praticadas dentro do consultório dela, no jardim Maria Lúcia (zona oeste). O agressor usou instrumentos cirúrgicos, como uma broca de obturação, para perfurar o pescoço e os seios da dentista; que não conseguindo reagir fingiu estar morta para interromper a agressão.ReproduçãoA dentista Érica Hamada, que foi torturada com a broca de obturaçãoOsmani Costa





