Suspeito de morte de professora é solto
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quarta-feira, 22 de novembro de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina 
O agropecuarista Mauro Janene da Costa, 34 anos, foi solto ontem por volta das 18 horas depois de passar por um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Londrina. Ele vai responder o inquérito pela morte da professora de música Maria Estela Pacheco, 35 anos, em liberdade, podendo inclusive viajar.
O promotor da 1ª Vara Criminal, Miguel Jorge Sogaiar, pediu a prorrogação da prisão temporária, mas o juiz João Luiz Cleve Machado não aceitou. Segundo o promotor, o juiz entendeu que os objetivos da prisão já haviam sido alcançados e que ele poderia responder em liberdade. Essa justificativa foi confirmada pelo delegado-adjunto da 10ª SDP, João Eduardo Carulla, que preside o inquérito. Ele se comprometeu a comparecer sempre que for requisitado, acrescentou.
De acordo com Sogaiar, a manutenção de Costa na prisão agilizaria as investigações. Certo de que o Instituto de Criminalística entregará o resultado da reconstituição da morte da professora ainda esta semana e que o laudo de necrópsia chegará hoje às mãos do delegado, o promotor acredita que o agropecuarista precisará ser reinterrogado.
A versão dele sobre o fato tem muitas contradições em relação ao que foi apurado até agora. Para ouví-lo novamente precisaremos de uma intimação, o que demandará alguns dias. Mas o pior mesmo é que, em liberdade, ele poderá influenciar pessoas que ainda não foram ouvidas, explicou o promotoro.
Conforme o resultado destes documentos Sogaiar poderá pedir a prisão preventiva do suspeito, mas ele prefere esperar. Tanto ele quanto Carulla não negam a possibilidade de uma fuga. Neste caso, a polícia requisitaria sua prisão imediata.
Na saída do IML, Costa disse que estava abalado, mas fisicamente bem. Seu advogado Mauro Viotto não permitiu que ele falasse mais e se comprometeu a prestar mais informações ainda hoje.


