Suspeito de matar médico nega crime em depoimento
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quinta-feira, 29 de junho de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
O cobrador Luiz Cássio da Silva, 45 anos, preso anteontem em Maringá como suspeito do envolvimento na morte do cardiologista Francisco de Assis Coimbra Júnior, em julho de 1998, garantiu ontem, durante depoimento à polícia, não ter participado do crime. Ele deu informações que podem auxiliar na elucidação do caso, mas os delegados preferiram não divulgar.
O outro suspeito, o pedreiro Valdir Gomes de Freitas, 55 anos, conhecido como Gaúcho, que também está com a prisão preventiva decretada, continua desaparecido.
O advogado Carlos Eduardo Buchweitz protocolou ontem o pedido de revogação da prisão de Gaúcho no Fórum de Maringá e alegou que ele não tem nenhuma ligação com a morte do cardiologista. Segundo Buchweitz, Gaúcho tem informações de que três homens de Naviraí (MS) foram contratados para matar o médico.
Se a Justiça revogar o mandado de prisão ele vem aqui na delegacia depor como testemunha, prometeu o advogado. Ele descarta também que os cartuchos de pistola 7.65, encontrados na casa de Gaúcho, tenham alguma ligação com o crime. As balas que mataram o médico Assis Coimbra são do mesmo calibre. Não passa de coincidência e a polícia usa isso para mostrar serviço.
O delegado-adjunto da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Nilson Rodrigues da Silva, disse que durante um contado informal Luiz Cássio da Silva afirmou ser amigo de Gaúcho e do ex-vereador Miguel de Oliveira, que também era policial e morreu em abril durante uma cirurgia. A polícia suspeita que Oliveira tinha ligações com o crime.
O médico sumiu de frente da clínica onde trabalhava na manhã do dia 22 de julho de 1998. O corpo dele foi encontrado 35 dias depois na zona rural de Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina), com dois tiros e uma pancada na cabeça.


