Suspeito de matar Marino é libertado
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quarta-feira, 01 de abril de 1998
Paulo Ubiratan 
O policial militar aposentado José Marcos de Oliveira, de Mato Grosso do Sul, foi colocado em liberdade anteontem pela manhã depois de não ter sido reconhecido como o assassino do empresário Júlio César Marino. O crime ocorreu na casa do empresário, localizada na área central de Londrina, no dia 18 de dezembro de 1997.
Oliveira foi preso há cinco dias na cidade de Paranaíba (MS), por ordem do juiz da 1ª Vara Criminal de Londrina, Jurandir Reis Júnior. A solicitação da prisão havia sido feita pelo promotor da 1ª Vara Criminal de Londrina, Janderson Camões Iassaka.
O suspeito ficou preso no 5º Batalhão da Polícia Militar e não foi reconhecido por testemunhas do crime.
O promotor disse ontem à Folha que havia recebido uma denúncia contra o ex-policial militar: Oliveira teria sido contratado para matar o empresário.
A detenção do PM foi comandada pelo delegado operacional da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Valdir Abrahão, que foi até Paranaíba junto com dois investigadores de sua equipe e dois policiais do Centro de Operacões Especiais (Cope) de Curitiba.
José Marcos de Oliveira é o segundo suspeito que as testemunhas não reconheceram como o matador de J. Marino.
Na semana passada, o traficante Antonio Miguel Ferreira, preso pela polícia de Marília-SP, também havia sido apresentado como supeito. Mas, com base em retrato falado, as testemunhas disseram que ele não tinha o mesmo tipo físico do criminoso.
Segundo o promotor Janderson Iassaka, José Marcos de Oliveira foi colocado em liberdade depois que não foi reconhecido pelas testemunhas.
Oliveira também apresentou álibi. Ele afirmou que no dia do crime estava em sua cidade. Para isso, mostrou uma conta bancária que havia aberto no mesmo dia em Paranaíba. Nos documentos de abertura da conta, está a assinatura do PM aposentado.
Mas um fato continua sendo investigado em relação a Oliveira: o ex-policial tem várias amizades em Londrina, por intermédio da proprietária de um pensionato. A polícia não levantou a sua ficha criminal, mas sabe que ele conhece muitos pistoleiros no Mato Grosso do Sul.


