Curitiba - Um suspeito de ter assassinado o comerciante Nilsio Alves Lima, 30 anos, foi preso pelos policiais da Delegacia de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O crime aconteceu no dia 28 de setembro e, segundo o delegado titular do município, Osmar Feijó, o motivo pode ter sido uma dívida de drogas, embora a polícia não tenha confirmado que Lima fosse usuário. O suspeito, R.M. é conhecido como "Mancha" e teria usado, de acordo com Feijó, uma pistola 9 milímetros de uso exclusivo das forças armadas de Israel.
O homicídio aconteceu na Rua Betonex, no bairro Jardim Holandês, mesmo local onde ele foi preso. "Foram disparados 15 tiros no dia e três projéteis acertaram o Nilsio. As equipes começaram a investigar e descobriram que o suspeito tinha um parceiro", contou o delegado.
A polícia chegou à prisão de "Mancha" através de um colega dele, que foi preso no final de setembro e transferido para o Centro de Triagem 2 no dia 3 de outubro. A transferência ocorreu após a polícia suspeitar de um provável arrebatamento que seria feito pela facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), da qual o colega faria parte.
"Mancha" contou à polícia que recebeu a arma de Israel como pagamento por consertar um automóvel. Ele tinha uma oficina clandestina na cidade. O delegado suspeita que "Mancha" teria conseguido a arma com a facção criminosa. O suspeito também alegou que disparou a pistola para tentar defender seu irmão que teria brigado com Lima.

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