"Ela não era virgem. Eu mexi nela só uma vez". Assim o porteiro desempregado O.R.S., 39 anos, diz ter mantido, há dois anos, relações sexuais com a enteada, hoje com 13 anos. Ele foi preso por volta das 7 horas da manhã de ontem, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), suspeito de ter estuprado e engravidado a menina.
O crime aconteceu em 2006. A vítima, que tinha 11 anos na época, engravidou e sofreu um aborto espontâneo no sétimo mês de gravidez. Um exame de DNA realizado provou que o feto era filho de S. A adolescente é filha da mulher de S. e hoje vive com a avó.
S. foi preso pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crime (Nucria), que já o investigava há mais de 15 dias, após expedição do mandato de prisão. Os dois anos passados entre o crime e a prisão tem uma explicação: o casal mudava constantemente de cidade. Além disso, S. teve seu ato encobertado pela mãe da vítima. Outra artimanha para despistar a investigação da polícia foi fazer uma queixa contra outro homem.
Na época em que violentou a menina e descobriu a gravidez, S. deu queixa no Nucria acusando outra pessoa da autoria do crime. Este homem ficou preso por 16 dias, até que exames periciais provaram que ele não era o pai da criança.
"Ele abusou da ingenuidade da criança em um momento em que a mãe não estava em casa", alerta a investigadora do Nucria Lindamir Brandino, envolvida na operação de prisão. Não há confirmação de que S. tenha estuprado outras jovens. Segundo S., ele manteve relações sexuais com a menina apenas uma vez. Agora, o porteiro aguarda transferência para o Centro de Triagem, onde ficará à disposição da Justiça.

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