Suspeito de crime, taxista é preso
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quarta-feira, 27 de abril de 2005
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Apucarana A polícia de Apucarana prendeu ontem de manhã o taxista Amilton de Melo, 53 anos, acusado de participar do assassinato da vendedora Elisabeth de Almeida, 37, morta com um tiro no rosto. O crime aconteceu no dia 17, no Conjunto Marissol, zona sul de Apucarana. A polícia acredita que o taxista, além de ter levado em seu carro os três pistoleiros até a casa da vítima, tenha contratado o serviço a pedido de um ex-amante da vendedora.
Melo estava dormindo em casa, no Jardim América, por volta das 5 horas, quando foi preso em flagrante. De acordo com o delegado Acácio de Azevedo, da 17 Subdivisão Policial (SDP), ele confessou ter feito a corrida naquela noite, mas disse que não sabia que os três passageiros planejavam executar uma pessoa. ''Ele nega, mas os outros envolvidos no caso garantem que ele sabia de tudo desde o início'', afirmou o delegado.
A vendedora foi executada dentro de casa. Segundo a polícia, ela ouviu um barulho na janela da sala e se aproximou da cortina, quando foi atingida por um tiro no rosto, disparado a queima-roupa. O companheiro dela, Josemar Juvelino Nora, 31, recebeu um tiro de raspão no queixo, sem gravidade.
De acordo com o delegado, duas pessoas, já identificadas, acusadas de participação no crime, ainda estão foragidas. O primeiro, Antonio Pinheiro de Souza, 60, seria ex-amante da vítima e principal suspeito de ter encomendado a execução. O segundo, Cláudio Ribeiro da Silva, 21, estaria dentro do táxi e, segundo o delegado, integrava o grupo de pistoleiros.
Na segunda-feira, a polícia prendera os outros dois prováveis autores dos disparos: Éder Carlos de Araújo, 22, e um adolescente de 17 anos. ''Os indícios apontam para um crime passional, encomendado pelo ex-amante da vítima'', ponderou o delegado.


