Suspeito de assassinar a ex-namorada em Londrina é preso em Santa Catarina
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sexta-feira, 01 de novembro de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 
A Polícia Militar de Santa Catarina prendeu nesta quinta-feira (31), em Itapóa, um jovem de 23 anos considerado como o principal suspeito de assassinar a tiros a ex-namorada, uma adolescente de 17 anos, há uma semana em Londrina. O crime aconteceu no conjunto Flores do Campo, zona norte, onde a vítima morava com os pais. De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia da Mulher, a menor chegou a morar junto com o rapaz, mas os dois tinham se separado poucos dias antes do feminicídio.

De acordo com a delegada Magda Marina Hofstaetter, responsável pelo caso, investigadores foram até o bairro no mesmo dia da morte da adolescente, mas o jovem não foi localizado. A Polícia Civil encaminhou à Justiça um pedido de prisão preventiva, que vale por tempo indeterminado, e recebeu manifestação favorável do Ministério Público. Com o mandado expedido, o próximo passo era encontrar o foragido.
"Ele estava na casa de parentes em Santa Catarina, mas não sabemos se teve ajuda de alguém para esse deslocamento. Assim que for interrogado, teremos esses detalhes da fuga. As testemunhas ouvidas disseram que o relacionamento entre os dois sempre foi conturbado, com muitas brigas e episódios anteriores de violência. Porém, a vítima nunca tinha procurado a delegacia para registrar queixa. Como sempre alertamos, é importante procurar as autoridades e não esperar chegar em graus mais graves, como lesão corporal. É preciso quebrar esse ciclo de abusos", afirmou a delegada.
Magda Hofstaetter adiantou que o suspeito deve ser indiciado por feminicídio, que tem pena de 12 a 30 de prisão pelo Código Penal. No dia do assassinato, a Polícia Militar informou que o rapaz chegou no quintal da residência jogando um tijolo na porta dos fundos e chamando a garota. Como não foi respondido, invadiu o imóvel armado com um revólver. A menor estava no quarto com a mãe. O padrastro dela até tentou impedir a entrada do atirador, mas não conseguiu.
O homem ainda não tem advogado constituído no sistema de consultas do Tribunal de Justiça do Paraná. Ele havia sido preso em junho pela Guarda Municipal por tráfico de drogas, mas acabou solto após audiência de custódia. Na decisão, a Justiça determinou o uso de tornozeleira eletrônica, mas o monitoramento foi retirado em outubro deste ano.
O juiz Delcio Miranda da Rocha argumentou no despacho que, como o Flores do Campo é um lugar de ocupação, o fornecimento de eletricidade era irregular, o que influenciava em recarregar da tornozeleira.


