Suspeito de assalto morre em ação policial
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quinta-feira, 27 de setembro de 2001
Marta Medeiros<br> De Maringá 
Um assaltante morreu, ontem à tarde, no momento em que a polícia invadiu a casa suspeita de abrigar uma quadrilha responsável pelo assalto a uma relojoaria no centro de Maringá. Segundo a Polícia Militar, Wagner Marcelo da Silva, 21 anos, teria se matado com um tiro no ouvido na hora que os policiais deram voz de prisão.
O assalto ocorreu pela manhã quando três homens armados surpreenderam o proprietário da Max Relojoaria, Eduardo Hase. Os assaltantes entraram na loja, fecharam a porta de ferro e renderam o proprietário, uma funcionária e um amigo de Hase. Os três foram obrigados a deitar no chão, enquanto um dos homens recolhia as jóias. Um terceiro assaltante ficou do lado de fora da relojoaria.
Conforme o proprietário, o assalto durou cerca de 10 minutos. ''Eles (assaltantes) entraram e um deles já apontou uma arma para mim e pediu para que o levasse até o cofre'', disse o empresário. Segundo Hase, ao ser informado que não tinha nenhuma jóia ou dinheiro no cofre, um dos homens começou a retirar as peças que estavam nas vitrines, avaliadas em cerca de R$ 50 mil. Em seguida, os assaltantes fugiram em um Monza preto.
No início da tarde, policiais da P2 - equipe reservada da Polícia Militar - ficaram observando o movimento de pessoas em um sobrado localizado quase na esquina da Rua Martin Afonso com a Perimetral. Os policiais tinham informações de que um carro com as mesmas características utilizadas para o assalto estava estacionado em um lava-jato em frente do sobrado.
Quando decidiu invadir a casa, a polícia encontrou um homem identificado como M.R.H., 17 anos, que não resistiu à prisão. No andar de cima, tomando banho, estava Wagner Marcelo da Silva. ''Ele percebeu a invasão e em seguida ouvimos um disparo, quando entramos no banheiro, ele estava morto'', disse o tenente Márcio Antonio dos Santos, do 4º Batalhão da Polícia Militar de Maringá.
O proprietário da relojoaria foi até a casa e reconheceu o homem morto como sendo um dos assaltantes. O menor, porém, não foi reconhecido pelo proprietário. A polícia não soube informar a quantidade de jóias recuperadas.
Segundo o tenente, Wagner e o menor são de Curitiba e estavam há dois dias em Maringá.
Conforme a polícia, o dono do lava-jato, conhecido apenas como ''Marcelo'', seria também o responsável pelo sobrado. Marcelo está foragido. A polícia descobriu ainda que Marcelo é quem teria emprestado o sobrado para diversos ''amigos'' de São Paulo.
O delegado-operacional da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, José Aparecido Jacovós, disse que vai abrir inquérito para investigar o suicídio do assaltante, além de tentar identificar os integrantes da quadrilha. Até o final da tarde de ontem, a polícia não havia localizado o restante da quadrilha que teria fugido em um carro Gol de cor verde. (Colaborou Lucinéia Parra)


