A chefe da Vigilância Epidemiológica da 12ª Regional de Saúde de Umuarama, Suzana Glowacki, descartou ontem a existência de mais um caso de meningite meningocócica na cidade. Segundo Suzana, foi apenas um alarme falso porque um parente das duas irmãs que morreram foi internado anteontem. Ela não soube informar quem seria o parente nem em qual hospital esteve internado. ‘‘Como nenhum hospital solicitou o exame, concluímos que a suspeita foi descartada pelos médicos’’, disse Suzana.
Letícia Viana dos Santos, 11 anos, morreu dia 1º de setembro. A irmã dela, Lidiana Viana dos Santos, 20 anos, morreu segunda-feira. Segundo Suzana, ambas foram vítimas de meningite meningocócica, mas os exames feitos em Lidiana não conseguiram comprovar se a bactéria que a contaminou foi a mesma contraída por Letícia.
De acordo com Suzana, a bactéria que matou Letícia é considerada muito rara. A Regional de Saúde e a Vigilância Epidemiológica Municipal estão medicando as pessoas que tiveram contato com Lidiana. O bloqueio já havia sido feito quando Letícia morreu, mas a irmã não teria tomado direito o remédio.
Segundo Suzana, até agora foram registrados apenas três casos de meningite meningocócica nos 22 municípios da região. Um garoto de 11 anos, de Icaraíma (67 km a noroeste de Umuarama) contraiu a doença, mas se recuperou. Em 99, foram 50 casos na região, dos quais 20 em Umuarama. Não houve mortes.
As duas mortes por meningite assustaram a população de Umuarama, mas a Regional de Saúde descarta a possibilidade de um surto. Caso contrário, já teriam surgido vários outros casos. ‘‘Estamos acompanhando todas as pessoas que tiveram contato com Lidiana para que tomem o remédio corretamente’’, informou.
O tratamento preventivo é feito com antibiótico rifanficina. O antibiótico combate a bactéria causadora da meningite que pode ter sido contraída por pessoas que tiveram contato com o doente. O portador pode transmitir a bactéria mesmo sem desenvolver a doença.

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