Suspeita de receptação é libertada
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de agosto de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Depois de sete dias, Elizabeta Zanela, 51 anos, deixou a carceragem do 9º Distrito Policial (DP) de Curitiba, na noite de quarta-feira. Ela foi presa, em flagrante, por investigadores do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), na quinta-feira da semana passada, sob a acusação de receptar cargas de cigarros roubados. O relaxamento da prisão foi concedido pelo juiz da Vara de Inquéritos Policiais, Daniel de Avelar Ribeiro.
O advogado de Elizabeta, Júlio Militão, disse que ela irá responder o processo criminal em liberdade. Segundo ele, um dos irmãos da empresária, Paulo Franz, 56 anos, que foi preso na mesma operação policial, já teria isentado Elizabeta e o outro irmão, João Franz, 48 anos, também detido, de envolvimento com a receptação de mercadorias roubadas.
Segundo a polícia, no flagrante, foram encontradas, na distribuidora de cigarros pertencente a João Franz e César Zanela, marido de Elizabeta , mais de 20 caixas de cigarros que fariam parte de uma carga roubada no último dia 14 de junho. Outras seis caixas de cigarros estavam na casa de Elizabeta.
Elizabeta é mãe do estudante Rafael Zanela, morto em 28 de maio de 1997, durante uma abordagem policial. O autor do disparo, Almiro Schimidt, que seria informante da polícia, e os policiais Airton Adonski Júnior e Reinaldo Siduowski já foram julgados e condenados a penas que variam de 21 anos a 38 anos de prisão. Adonski e Siduowski irão a novo júri, mas ainda não há data agendada. Os advogados pediram a revisão do julgamento em relação a acusação co-autoria no homicídio.


