Suspeita de raiva não é confirmada
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quarta-feira, 27 de novembro de 2002
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
Em visitas a propriedades rurais na região do distrito São Luiz (zona leste), ontem pela manhã e à tarde, técnicos da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) não encontraram cavalos ou bovinos mortos por raiva ou com indícios da doença. A vistoria foi motivada por comentários de moradores, segundo os quais vários animais teriam morrido após serem contaminados por mordidas de morcego.
No total, 10 propriedades foram visitadas. Em apenas duas delas proprietários ou empregados informaram a morte de animais. Mas segundo eles, as causas das mortes seriam outras: uma égua morreu de tétano e um cavalo bebeu água contaminada.
''Sempre cuidamos bem dos animais e não temos casos da doença por aqui. Mas eu ouvi mesmo falar que numa propriedade vizinha morreram dois cavalos de raiva'', afirmou Wílson Alexandrino, caseiro de um sítio. Este foi o grande drama dos fiscais da Seab: os sitiantes se limitavam a dizer que tinham ''ouvido falar'' da morte de animais nos sítios vizinhos, sem provas concretas. ''Não encontramos nada. Foram informações desencontradas, boatos. No campo, às vezes as conversas acabam aumentando os fatos'', disse Rosilei Andreolli, veterinária da Seab, que participou das vistorias.
Mesmo assim, as visitas não foram em vão: os fiscais da Secretaria aproveitaram para entregar termos de visita aos sitiantes, onde informavam da necessidade de vacinar os animais contra a raiva anualmente. A região, próxima à Mata do Godoy, teve um caso de morte de um bovino por raiva confirmada no início do mês, o que justifica atividades de prevenção.


