Suspeita de febre amarela aumenta procura por vacina
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
Giancarlo Franquini<br>Especial para a Folha 
Maringá - A suspeita de febre amarela em macacos, que vivem no Parque do Ingá, em Maringá, fez com que muitos moradores procurassem a Secretaria de Saúde em busca de vacinas e informações sobre a doença. A secretaria calcula que o movimento tenha aumentado em 80%, desde o anúncio do fechamento do parque, na quarta-feira. Ontem, mais um sagui morreu. Com isso, subiu para dez o número de macacos encontrados mortos últimos dias - nove saguis e um macaco prego.
Apesar de cerca de 90% da população de Maringá estar imunizada contra a febre amarela, segundo a secretaria, a procura nos postos tem sido grande. A enfermeira coordenadora de vacina do município, Edlene Aceti Góes, acredita que a procura deve continuar nos próximos dias. Ainda não há levantamento de quantas pessoas foram imunizadas nos últimos dias.
Já a gerente do Parque do Ingá, Anna Christina Esper Farias Soares, esclareceu que o parque deve ficar fechado para visitação por, pelo menos, 20 dias. Esse foi o prazo dado pelo Instituto Adolfo Lutz para enviar o resultado dos exames. "As primeiras necropsias apontaram a suspeita de Febre Amarela, mas só os exames laboratoriais poderão confirmar isso", frisou.
Segundo Anna, desde que os primeiros macacos foram encontrados mortos, os funcionários têm feito constantes varreduras em toda área para tentar encontrar outros animais doentes. A equipe da Secretária de Meio Ambiente também fará varreduras em outros parques.
A gerente também destacou que a limpeza dentro do Ingá foi intensificada em busca de focos do mosquito. "Não encontramos nenhum foco do Aedes Aegypti dentro do parque, isso é importante, porque ele também pode transmitir febre amarela e é encontrado em grande parte da cidade. Dentro do parque encontramos mosquitos Haemagogus e acreditamos que ele possa ter transmitido a doença, caso a suspeita se confirme", observou.


