A coordenadoria do Programa de Erradicação do Aedes aegypti (PEAA) em Londrina alerta para o alto índice de presença do mosquito na cidade. Londrina tem hoje um índice de 5,45% de presença do mosquito transmissor da dengue, cerca de cinco vezes mais do que o preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 1%. Este número, segundo a direção do PEEA, é parcial, já que o levantamento dos meses de abril e maio ainda não terminou, mas é considerado alto e a possibilidade de uma epidemia de dengue não é descartada. A enfermeira sanitarista, Nádia Souza Takemura, coordenadora do PEAA, alerta: ‘‘As pessoas precisam mudar seu comportamento, pois em 40% dos casos o mosquito aparece por causa do acúmulo de água em vasos de plantas’’.
Outros fatores que facilitam a proliferação do mosquito, segundo a sanitarista, é o acúmulo de lixo, garrafas e latas nos quintais, pneus em terrenos baldios e caixas d’águas mal tampadas. ‘‘O combate ao mosquito está se tornando um problema doméstico, as pessoas precisam evitar o mosquito dentro de suas casas.’’, disse.
Desde o começo do ano, a Secretaria Municipal de Saúde de Londrina registrou 54 casos suspeitos da doença. Seis foram confirmados – três no Conjunto Aquiles Stenghel (zona norte), um no Jardim do Sol (zona oeste), um na Vila Casoni (zona leste) e um no Jardim Maria Cecília (zona norte). De acordo com Nádia Takemura, em dois dos casos as pessoas pegaram a doença durante viagem para outras cidades. No final de abril e no dia 21 de maio, a secretaria recebeu a notificação de mais dois casos suspeitos no Conjunto Parigot de Souza (zona norte), que ainda aguardam confirmação.
Quando surgem casos suspeitos, o PEEA aciona a Funasa para aplicar inseticida, com o carro fumacê, em um raio de mil metros do domicílio onde mora a pessoa doente. A aplicação do inseticida, que elimina o mosquito adulto, acontece uma vez por semana e pode ter a duração de até oito semanas. Paralelamente a aplicação de inseticida, o PEEA age na cidade inteira, através de seus agentes da dengue, para fazer o levantamento do índice do mosquito e instruir a população sobre os meios de evitar a doença. ‘‘Nos locais onde são encontradas aa larvaa do mosquito, os agentes aplicam larvicida para destruí-las’’, explicou Nádia.

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