Suspeita de dengue preocupa programa
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quarta-feira, 24 de maio de 2000
Chiara Papali De Londrina Especial para a Folha 
A coordenadoria do Programa de Erradicação do Aedes aegypti (PEAA) em Londrina alerta para o alto índice de presença do mosquito na cidade. Londrina tem hoje um índice de 5,45% de presença do mosquito transmissor da dengue, cerca de cinco vezes mais do que o preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 1%. Este número, segundo a direção do PEEA, é parcial, já que o levantamento dos meses de abril e maio ainda não terminou, mas é considerado alto e a possibilidade de uma epidemia de dengue não é descartada. A enfermeira sanitarista, Nádia Souza Takemura, coordenadora do PEAA, alerta: As pessoas precisam mudar seu comportamento, pois em 40% dos casos o mosquito aparece por causa do acúmulo de água em vasos de plantas.
Outros fatores que facilitam a proliferação do mosquito, segundo a sanitarista, é o acúmulo de lixo, garrafas e latas nos quintais, pneus em terrenos baldios e caixas dáguas mal tampadas. O combate ao mosquito está se tornando um problema doméstico, as pessoas precisam evitar o mosquito dentro de suas casas., disse.
Desde o começo do ano, a Secretaria Municipal de Saúde de Londrina registrou 54 casos suspeitos da doença. Seis foram confirmados três no Conjunto Aquiles Stenghel (zona norte), um no Jardim do Sol (zona oeste), um na Vila Casoni (zona leste) e um no Jardim Maria Cecília (zona norte). De acordo com Nádia Takemura, em dois dos casos as pessoas pegaram a doença durante viagem para outras cidades. No final de abril e no dia 21 de maio, a secretaria recebeu a notificação de mais dois casos suspeitos no Conjunto Parigot de Souza (zona norte), que ainda aguardam confirmação.
Quando surgem casos suspeitos, o PEEA aciona a Funasa para aplicar inseticida, com o carro fumacê, em um raio de mil metros do domicílio onde mora a pessoa doente. A aplicação do inseticida, que elimina o mosquito adulto, acontece uma vez por semana e pode ter a duração de até oito semanas. Paralelamente a aplicação de inseticida, o PEEA age na cidade inteira, através de seus agentes da dengue, para fazer o levantamento do índice do mosquito e instruir a população sobre os meios de evitar a doença. Nos locais onde são encontradas aa larvaa do mosquito, os agentes aplicam larvicida para destruí-las, explicou Nádia.


