O depoimento de Lúcia Duarte Ferreira Mantovani foi adiado para terça-feira. Ela é a principal suspeita do assassinato do vendedor de telefones celulares Osvaldo Proni, 42 anos, morto no sábado passado com quatro tiros.
Lúcia prestaria depoimento no inquérito que apura o caso ontem pela manhã. Mas ela trocou de advogado e seu defensor, João Maria Brandão, pediu suspensão do depoimento. Brandão alegou ao delegado responsável pelo inquérito, Edmo Ermenegildo, que precisava analisar melhor o caso para acompanhar o depoimento.
Ontem o delegado ouviria também mais uma testemunha do crime. O depoimento estava previsto para o final da tarde. Mas a testemunha, identificada apenas por Ademir, que passava de carro pela rua no momento do crime, não compareceu ao 1º DP.
Além dele, Ermenegildo pretende ouvir outras três ou quatro testemunhas. ‘‘Vamos chamando para o depoimento conforme aparecem novas testemunhas’’, disse o delegado.
Proni foi atingido por quatro disparos de revólver, em frente ao edifício Antuérpia, na rua Manaus, 120, onde morava. O crime aconteceu por volta das 8h30. O vendedor chegou a ser levado à Santa Casa, passou por uma cirurgia, mas não resistiu, morrendo por volta das 10h30.
O filho do vendedor, Paulo Henrique Proni, 19 anos, foi uma das quatro testemunhas ouvidas até ontem pelo delegado. Todos disseram que escutaram os tiros mas não viram quem disparou a arma. Paulo Henrique declarou que o pai e Lúcia eram amantes. Segundo ele, depois que o pai terminou o relacionamento com Lúcia, ela passou a fazer ameaças contra a família.
A principal testemunha ouvida foi o porteiro Pedro Arcanjo dos Santos, que trabalha no edifício onde a vítima morava. Ele confirmou a presença de Lúcia no prédio naquele dia, interfonando duas vezes para o apartamento de Proni. Logo depois que o vendedor desceu e saiu do prédio, Santos ouviu os tiros.
Parte do laudo preparado pelo Instituto de Criminalística está pronto, comprovando o local do crime. Para concluir o laudo, ainda faltam os projéteis encontrados no corpo da vítima - que serão encaminhados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Londrina - e a arma do crime, para exame de balística.

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