SUS pode custear transplantes cardíacos
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quinta-feira, 12 de novembro de 1998
Lucilia Okamura 
Os dois maiores hospitais privados de Londrina esperam conseguir, até o final do ano, o credenciamento junto ao Ministério da Saúde (MS) para realização de transplantes de coração por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS). Juntos, a Santa Casa e o Hospital Evangélico (HE) são responsáveis por 17 transplantes cardíacos, cujos custos foram arcados pelas próprias instituições.
Em Londrina, os transplantes cardíacos começaram a ser realizados em 1994. O custo de cada um deles gira em torno de R$ 25 mil. Com o credenciamento, o SUS repassaria uma verba para cobrir as despesas. Atualmente, o SUS oferece R$ 12 mil por transplante, mas existe a perspectiva da tabela ser reajustada. Os comentários são de que vão pagar de R$ 18 mil a R$ 20 mil, observou o diretor geral do HE, Antonio Carlos Ribeiro. Hoje, em Londrina, nove pessoas aguardam a oportunidade de fazer o transplante.
Na opinião do superintendente da Santa Casa, Fahd Haddad, o credenciamento propiciará a vinda de recursos que poderão ser investidos para aumentar a estrutura deste serviço e, consequentemente, mais transplantes poderão ser realizados. Poderemos atender melhor a população, afirmou.
Um dos pré-requisitos para conseguir o credenciamento é a instituição interessada realizar, no mínimo, cinco transplantes. A Santa Casa, segundo Haddad, realizou até agora 10 transplantes, sendo que sete dos pacientes estão vivos.
A instituição interessada precisa preencher vários requisitos, como ter uma boa estrutura, equipamentos adequados e profissionais qualificados. Haddad informa que a Santa Casa solicitou o credenciamento ainda em 1996. Ele explica que o pedido tem que ser aprovado inicialmente pela Secretaria Municipal de Saúde, para depois passar pelo aval da Secretaria Estadual de Saúde e só depois ser encaminhado ao MS.
A última informação que obtive é que a solicitação já foi aprovada em Curitiba e será encaminhada a Brasília, observou Haddad. O credenciamento deve sair ainda neste mês, acrescentou.
A equipe médica do HE realizou sete transplantes até hoje, sendo que cinco pacientes continuam vivos. O diretor geral do HE informou que o pedido de credenciamento foi feito em janeiro deste ano e acredita que a resposta sairá até o final do ano.
Segundo Ribeiro, em dezembro estarão fechados novos credenciamentos durante dois anos. Otimista, ele acredita que a expectativa é boa e o hospital conseguirá o credenciamento. Poucos centro estão credenciados e acredito que há interesse em que se cadastre mais, afirmou.


