São Paulo- O Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer cirurgias de mudança do sexo masculino para o feminino até o final deste ano. O anúncio foi feito pela diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa do Ministério da Saúde, Ana Maria Costa, na 1 Conferência Estadual de Políticas Públicas para Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBTT) do Rio de Janeiro.
''Nós estamos preparando o protocolo, a norma técnica, definindo todos os passos, os profissionais que participam do processo, os procedimentos, os instrumentos e medicamentos'', disse.
De acordo com Ana Maria, o pedido para troca de sexo, chamado de transgenitalização, deverá ser feito no posto de saúde, ''que irá orientar a pessoa para que ingresse no serviço especializado e passe a realizar a etapa preparatória'', explicou.
Entre o pedido para a troca de sexo até a cirurgia deverão se passar, obrigatoriamente, dois anos, período em que o paciente vai se submeter a um acompanhamento psicológico, para ter certeza do que vai fazer. ''A cirurgia não tem como voltar atrás'', ressaltou.
Ana Maria defende o procedimento de eventuais críticas de que o SUS está gastando dinheiro em uma cirurgia não prioritária, em detrimento de outros tratamentos de saúde. ''Quem disser isso, não sabe o sofrimento de quem vive a ambiguidade de um corpo. Em segundo lugar, esse tipo de procedimento não vai onerar em demasia o SUS, porque não são tantos os casos'', explicou.

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