SUS distribui contraceptivos gratuitos
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sexta-feira, 11 de março de 2011
Redação FolhaWeb com AENotícias 
Cinco tipos de métodos contraceptivos são distribuídos de forma gratuita pelo SUS (Sistema Único de Saúde), em todos os municípios do Paraná. Para receber o medicamento, a mulher deve procurar uma unidade de saúde e agendar uma consulta ginecológica. Hoje, 75% das paranaenses em idade fértil usam algum método para evitar a gravidez.
Entre os métodos distribuídos pela rede pública estão o DIU (Dispositivo Intrauterino), o Cobre, que tem cobertura de 10 anos, a pílula anticoncepcional combinada tradicional, a pílula para amamentação, que contém progesterona, o anticoncepcional injetável mensal e o anticoncepcional injetável trimestral.
"A opção pelo contraceptivo deve ser feita em conjunto entre médico e paciente. O método é escolhido de acordo com o perfil da mulher e muitos fatores são levados em conta, inclusive se ela é fumante ou não", explica o médico ginecologista da Secretaria Estadual da Saúde, Paulo Mercer.
Na consulta, além de escolher e receber todas as informações sobre o método, a mulher é orientada a realizar os exames de prevenção aos cânceres de colo de útero e de mama. "Cada método tem suas particularidades, portanto, para que o uso seja efetivo ela deve usar corretamente sem interrupções", destaca Mercer.
Ele ressalta que os anticoncepcionais tradicionais podem ser utilizados desde o início da idade fértil até próximo dos 40 anos. Depois desta fase, a mulher pode substituir o método escolhido por outros, como o DIU ou a laqueadura, se desejar.
"O anticoncepcional deve ser associado ao uso da camisinha para garantir a dupla proteção", reforça o ginecologista.
Mesmo com o acesso facilitado aos contraceptivos, a gravidez na adolescência ainda acontece com muita freqüência. Atualmente 24% das gestações acontecem em meninas de 15 a 20 anos.
"Quando as meninas procuram o método contraceptivo é porque já iniciaram a vida sexual e muitas delas já estão grávidas. Por isso é importante que os pais orientem as meninas a buscarem proteção antes de terem vida sexual ativa", esclarece Mercer.


