Surto de virose atinge crianças e adultos
Áureo Nogueira
Vômito, febre, diarréia, dores abdominais - isolados ou combinados. Esses são os sintomas da virose que acomete centenas de pessoas, especialmente crianças, em Londrina. Somente o Pronto-Atendimento Infantil (PAI) atende a aproximadamente 80 casos por dia. Mas para o diretor-Clínico do PAI, Jonilson Favareto, não há necessidade de alarme.
É que, de acordo com o médico, a virose é comum nesta época do ano e, tomados os devidos cuidados, não há risco de vida e o paciente se recupera normalmente no final do ciclo do vírus, que é de cerca de 8 dias. A população não precisa se alarmar. Assim que perceber os sintomas, os pais devem administrar soro oral. Persistindo os sintomas, procurar atendimento médico nos postos de saúde, destaca Favareto. Internação hospitalar só é necessária nos casos em que o soro via oral não é suficiente para reidratar o paciente.
O médico explica que a gravidade da doença depende do estado nutricional do paciente, das suas condições de imunidade, do acesso à assistência médica e dos cuidados para minimizar os efeitos da diarréia e do vômito. A família não deve ministrar medicamento para cortar a diarréia. O remédio é o soro oral para repor o líquido perdido, enfatiza.
A pediatra Nisba Volpi, que atende em postos de saúde e também no consultório particular, alerta para a importância de a família ficar atenta aos sinais de desidratação: boca seca, choro sem lágrima, diminuição da urina, irritabilidade ou apatia.
Nisba Volpi recomenda, ainda, cuidados como abundante hidratação; manutenção da dieta alimentar (com menor quantidade e mais vezes durante o dia), especialmente com alimentos como arroz, macarrão, batata, carne sem gordura (cozida ou na chapa), frutas e legumes, biscoito de água e sal ou maisena. Mas deve-se evitar doces, chocolates e salgadinhos industrializados, prescreve a pediatra.





