Curitiba - O município de Contenda, na Região Metropolitana de Curitiba, está enfrentando um surto de hepatite A. Segundo o secretário municipal de Saúde, Luis Henrique Santos, 45 crianças já foram infectadas e existem outras 45 com suspeita da doença. Ontem uma equipe da Secretaria Estadual de Saúde passou o dia no município ajudando os técnicos da prefeitura a identificar o foco da doença.
Todas as escolas e creches do município suspenderam suas atividades no início da semana e só retomarão as atividades no dia 20. A intenção do secretário é controlar a propagação da doença, que segundo ele, pode estar acontecendo por alguma falha na higiene de utensílios utilizados na alimentação fornecida às crianças nas escolas. ‘‘Já fizemos exames na água de todas as escolas e providenciamos a limpeza das caixas d’água. Portanto, não é pela água que a doença está se espalhando’’, considera.
Segundo Santos, os casos de hepatite A começaram a surgir há cerca de 90 dias. Porém, se intensificaram depois da quaresma. Por enquanto, somente crianças estão sendo infectadas. Ele lembrou que nessa época do ano é normal surgirem casos de hepatite A, e acredita que o crescimento do número de casos foi facilitado por causa da falta de saneamento básico em alguns bairros do município. ‘‘A prefeitura até realizou algumas obras de saneamento há cerca de 30 dias, mas isso não foi suficiente para conter o avanço do surto’’, explicou Santos.
A hepatite A é a forma mais branda da doença e por enquanto nenhuma criança precisou ser hospitalizada. Em média a recuperação está acontecendo no prazo de uma semana. Os principais sintomas são febre, dores no corpo, urina escura e fezes esbranquiçadas. A icterícia, mais conhecida como amarelão, que é um sintoma comum em pacientes com hepatite, não está sendo percebida nos infectados de Contenda. De acordo com Santos, apenas duas crianças apresentaram este sintoma.
O Estado não oferece vacinas contra a hepatite A e portanto, o município não fará uma campanha de imunização. ‘‘Cada vacina custa R$ 50,00. Se fôssemos vacinar todas as crianças das creches e escolas do município, que são 3,1 mil, nós gastaríamos R$ 160 mil e isso é mais do que o município arrecada em um mês’’, justificou Santos.

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